julho 05, 2005

... e eu era lá capaz, de dar um «Título» a este post...





Publicado por cotadaembolsa em 05:58 PM

julho 02, 2005

Psssst, psssst... Alguém me sabe dizer se há vida depois dos quarenta??????






Publicado por cotadaembolsa em 10:01 AM | Comentários (8)

junho 24, 2005

3 dias e 3 noites, a "meditar" sobre a Crise...

Blog de "papo para o ar", a 2 milhas da costa, onde "arrastão" não entra.
Para qualquer assunto, mandar pombo correio, ou mensagem na garrafa.

Publicado por cotadaembolsa em 09:45 AM | Comentários (7)

junho 23, 2005

Pobre em bens, Rico em estilo

- «Anda, vem».
Senti que me apertavas a mão com decisão.
Caminhamos por ali lentamente, guiavas os meus passos, como há já muito guiavas a minha vida. Sempre foi estranha a forma como acedia a todos os teus pedidos, também hoje estava disposta a fazê-lo sem perguntas, tranquilamente, confiante, como se fosses apenas uma parte de mim e as tuas vontades fossem alguns dos meus implusos. 
Paraste de repente, quase tropecei em ti e disseste:
- «Um dia, tudo isto em redor será teu.»
A tua boca aflorou levemente o meu rosto. Senti o teu cheiro. Uma leve brisa afagou-me os cabelos.
Talvez não soubesses que, para além do teu amor, nada do que me desses importava mas mantive um silêncio de quem entende tudo.
Voltaste a pegar-me na mão e de novo conduziste os meus passos.
Quando finalmente me trouxeste a Casa, envolta num turbilhão de
sentimentos, queria dizer-te tanto... as mão tremiam, não conseguia abrir a porta...
Balbuciei:
- «Olha meu amor, foi uma tarde linda mas... para conseguir ver o buraco da fechadura, agora vais ter mesmo que me tirar a merda da venda dos olhos...

Publicado por cotadaembolsa em 12:57 PM | Comentários (0)

... mais «Causas» e «Cousas» que defendo:

APOIADO !

Publicado por cotadaembolsa em 11:07 AM

junho 22, 2005

Amar em Portugal...

Sonhara este momento há muito tempo.
Com grande esforço, havia construído aquela Casa, no meio de tantas outras construcções ilegais. 
Ficara magnífica...
Erguiam-se agora no morro, para que nada os disturbasse, os altos muros que imaginara. 
Não tinha sido fácil. 
Tempos de trabalho árduo, a roubar «tesos» nas praias de Carcavelos e nos comboios da linha de Sintra. Mas tudo isso culminava aqui, na sua melhor janela, com vista para as torres de Alfragide.
Ela tinha-lhe prometido que aparecia hoje.
E era bom que não tardasse. A ânsia, já lhe escoara  as «ganzas» que tinha para fumar nesse dia. Espreitava, entre as fendas do muro, na esperança de ouvir o sinal.
Lá fora, a confusão era grande. Sampaio, batia incessantemente ao seu portão, acordara nesse dia com vontade de passear por ali a democracia, distraindo a atenção dos pretos para uma manifestação contra a violência.

- «Já não bastava não ter podido dar umas navalhadas nos cabeças rapadas, ainda tinha que me aparecer o palerma do ruivo», pensou.

Tinham combinado tudo. Ele abriria a porta quando ouvisse aqueles dois tiros para o ar.

Era ela...

Linda, linda... com a Walter de 9mm na mão, bronzeado homogéneo, dentes, palmas das mão e pés alvos, cabelo entrançado em mil cores. Era, sem dúvida, o "Arco-Íris" da sua Vida. Só a certeza de que era única, o mantivera à espera por tanto tempo.

Puxou-a pela mão. Não poderia mais conter o desejo sufocado de a possuir como fez àquela bolsa na estação do Metro, não aguentava mais o martírio desse dia. 
Beijaram-se, uma, outra e outra vez...
A noite, perdida em preliminares, deixara-o perto da loucura.
Entrava já lentamente a madrugada quando decidiram fazer o que deveria ser feito.
Decidiram. Finalmente ela seria sua.
Decidiram. Acabaria ali a dor por não ser um só.
Decidiram. Reduzir o mundo àquele quarto.
Decidiram. Não contribuir para mais fogos no País.
Decidiram. Dividir por dois bom e mau, síflis e gonorreia.
Decidiram...

Decidiram. Mas a «Equipa de Demolição de Barracas» da Câmara, não lhes deu tempo.

Publicado por cotadaembolsa em 12:09 PM | Comentários (3)

... Porque «o prometido é de "Vidro"». Cotada responde:

1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
”O que fazem Mulheres” de Camilo Castelo Branco.
... caem-me sempre bem considerações ironicamente benévolas sobre o adultério feminino...

2. Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?
Sempre...
Só me apanham os personagens de ficção e a coisa dura até eu "acordar".

3. Qual foi o último livro que compraste?
Não me lembro. Quando vou pagar ele nunca deixa. Empurramo-nos em frente à caixa para ver quem tira primeiro o cartão e saímos a protestar.
... entretanto eu esqueço o livro.
O último que quis comprar foi o “Leah e Outras Histórias” de José Rodrigues Migueis...


4. Qual o último que leste?
Um mês com Montalbano” de Andrea Camilleri.
...Bom, é simplesmente delicioso, ok?

5. Que livros estás a ler?
O Extracto de uma Conta Corrente no pós-Paris”  
... este foi todo escritinho por mim, ao ritmo de um colapso por parágrafo.
Desta vez, excedi-me literalmente. 
... Desculpem, literariamente.

6- Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
”Como encontrar um Sexta-Feira” de Robinson Crusoe;
“Manual de Caça e Pesca para principiantes”;
“Como lançar um «Very Light»”;
“Saiba se esta prevista a construcção de um Shopping na sua àrea de residência”;
“Faça você mesmo”.

7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Oh pá, eu sou uma gaja porreira, não mando destas «secas» a ninguém, meu. Se quisesse chatear 3 manfios, mandava-lhes um cigano meu amigo.

Publicado por cotadaembolsa em 09:19 AM | Comentários (2)

junho 20, 2005

5 milhões de enganados provam «Toque Rectal»



«Eu sempre fui Sofista!!

Eles é que não me entenderam!!

E agora, passa p'ra cá a taça dos impostos porque este dedo que aqui vedes, é p'ra meter no cu dos portugueses!!»


(Sócrates)


(... ao menos lubrifica a luva, pá...)

Publicado por cotadaembolsa em 10:14 AM | Comentários (7)

junho 17, 2005

De olhos no «Futuro»...

Quando chegamos a adultos, passamos a dizer que a "esperança" está nas crianças e nos tempos que hão-de vir.
Há algum tempo aprendi que a podemos encontrar no passado, olhando apenas os "resistentes" à Vida.

... não sei porquê mas acho que cresci...


Publicado por cotadaembolsa em 10:26 PM | Comentários (2)

junho 15, 2005

... já nem a Fé nos salva...

«Os portugueses estão entre os europeus que menos se interessam pela política e mais acreditam em Deus.»

... parece-me lógico, com as políticas que temos, toda a gente sabe que só teremos safa por intersecção divina.

... mas agora aqui entre nós caro Anjo-da-Guarda:


Da próxima vez que uma portuguesa o chamar, para vir em sua protecção, tenha o cuidado de se fazer ouvir e venha de fato!
È claro que, nessa figura despojada, de tudo o que me disse ontem, só ficou uma nuvem branca...


Como raio tem coragem de me vir com essa conversa: «Vai e não tornes a pecar», hem??!! 

É preciso ter lata!!! Não há condições!!

 

Publicado por cotadaembolsa em 03:22 PM | Comentários (2)

junho 14, 2005

«BuonGiorno»

Há uns bons 4 ou 5 anos conheci o N.
Tempos de "Chat", IRC puro e duro, em que a malta se lança na arena e quase ninguém se safa sem umas nódoas negras ou uma cana do nariz partida.
Lembro-me, perfeitamente de ter sido eu a abrir um "olá"  e quem me conhece, bem sabe que eu nunca me lembro de nada destas porcarias e por isso mesmo deve estar assustado ao ler este parágrafo. Mas dizia que, recordo com clareza ter-me metido com este senhor, apenas pelo facto de que o seu nick era «BuonGiorno».
Dava eu, na altura, os primeiros passos no italiano. Primeiros e lentos.
Acontece que, a esses tempos, jurava a pés juntos não me apaixonar por nenhum, com a segurança que me traz o medo do exagero afectivo em que os referidos latinos são pródigos. Homens prolixos, também nunca me agradaram portanto, sem a ajuda do «Milagre do Amor» para a multiplicação das Línguas, seria difícil papaguear mais do que meia dúzia de frases que me impediam de morrer à fome para lá dos Alpes.
O N. já se entendia muito bem com a Língua e sem entrar em grandes diálogos, nem invadir privacidade, falávamos de "temps en temps", sobretudo deste gosto comum pela Itália. Por vezes não falávamos sequer, eu apenas recebia um «buon giorno» e íamos, cada qual, esgrimir os seus pvt's.
O meu gosto pelo Chat, foi-se tão depressa como chegou e há mais de 2 anos que não tinha notícias do N.
Há tempos, recebi um e-mail seu em que me apresentava o seu blog, fiquei boquiaberta com a coragem e destreza com que escreve em alemão e italiano e na resposta, enviei-lhe o link desta “página de tretas”, com a miserável vergonha de lhe mostrar isto completamente abandonado, qual mata à espera de fogos de Verão.
O N. tem tido a bondade de visitar o "vazio" desta página com alguma frequência e ontem deu-se uma interessantíssima coincidência: Sem trocar uma palavra e ainda sem que tivesse visto o meu post, resolveu publicar o mesmo poema de Eugénio de Andrade em italiano. Após tê-lo traduzido e publicado, visitou a minha página e deu de caras com ele. E não é que o poeta tivesse só este poema...
Nos próximos tempos, cederei a um pedido seu para algumas parcerias no
Divagare, é claro, desde que ele entenda que o meu italiano não está ao seu nível e que nesta fase da minha vida a produção far-se-à "divagar", "divagarinho" e às vezes parada.

Ti voglio bene anch'io N. ... e, a meus olhos, está brilhantemente traduzido...

ADDIO

Abbiamo spento per strada le parole, amore mio,
e ciò che ci è rimasto non basta
ad allontanare il freddo di quattro pareti.
Abbiamo spento tutto tranne il silenzio.
Abbiamo spento gli occhi con il sale delle lacrime,
abbiamo spento le mani a furia di stringerle,
abbiamo spento l'orologio e le pietre dagli angoli
in attese inutili.

Frugo con le mani le tasche e non ci trovo nulla.
Prima avevamo tanto da darci;
era come se tutte le cose fossero mie:
più ti davo e più ne avevo per darti.
Talvolta dicevi: i tuoi occhi sono pesci verdi.
E io credevo.
Credevo,
perché accanto a te
tutto diventava possibile.

Era così ai tempi dei segreti,
quando il tuo corpo era un acquario,
quando i miei occhi
erano veramente pesci verdi.
Oggi sono soltanto i miei occhi.
Poco ma vero,
occhi come tutti gli altri.

Abbiamo spento le parole.
Se dico adesso: amore mio,
non succede più nulla.
Eppure, prima che le parole fossero spente,
sono sicuro
che tutte le cose tremavano
soltanto al mormorare il tuo nome
nel silenzio del mio cuore.

Non abbiamo più niente da dare.
Dentro te
non c'è niente che mi chieda acqua.
Il passato è inutile come uno straccio.
E ti ho già detto: Le parole sono spente.

Addio

Eugénio de Andrade (poeta portoghese)
1923 - 2005

Publicado por cotadaembolsa em 07:19 PM | Comentários (1)

maio 05, 2005

Ratalhos de um «Diário de Bordo»...

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por cotadaembolsa em 06:48 PM | Comentários (17)

abril 16, 2005

Eu quero é sopas e descanso...

Depois da canseira da aula...

... e da porcaria das fotos...

... o fantástico «Descanso do Guerreiro»!!!

Publicado por cotadaembolsa em 12:01 AM | Comentários (10)

abril 15, 2005

Engarde!!


Où s’embrasser à Paris
Bancs publics, cafés authentiques ou cinémas mythiques, mille et un lieux… très romantiques.

S’embrasser est une affaire trop sérieuse pour qu’on la confie à la seule providence!
Le baiser parisien, pratiqué dans les règles de l’art, obéit à des lois précises
auxquelles il serait bien imprudent de vouloir déroger. Plus de secrets, les meilleurs endroits où s’embrasser dans la capitale seront bientôt sur toutes les lèvres. Des baisers de cinéma aux baisers à la carte dans les restaurants les plus romantiques… voici le vademecum des amoureux parisiens.

 

...Pois é, afinal, o programa de treinos do genioglosso e do hioglosso (abençoados e respeitabilíssimos músculos da língua), não se resume a lamber «vins & fromages».
A "coisa" pode ir bem mais além, se uma mulher for preparada para o uso de um «appareil de musculation» à altura.
Aconselhada por "eles" (e muito bem), o melhor é não confiar apenas na «providence».
... assim sendo, saí a camisa das riscas e entra o "guia" que, este sim, não pode faltar, na «valise» da «mademoiselle».

... e pronto, agora é estar de "papilas em riste", não vá aparecer um Vademecum a esgrimir...
 

Publicado por cotadaembolsa em 06:58 PM

abril 09, 2005

Preguiçando...


Em pura fase de ócio e gozo primaveril, comprei uma Nikon e fui pró Bogani, com a "mestre M.", estudar o manual.

Amanhã, preparo-me para as fotos em Paris...

Publicado por cotadaembolsa em 11:59 AM | Comentários (8)

março 16, 2005

Gloriosos miseráveis


Ao meu avô paterno, quase nada lhe faltava para merecer auréola de santidade.
Era, definitivamente, um homem bom que me deixou uma profunda saudade.
Filho de morgado do Minho, nunca se interessou muito pelo "comércio", que por destino e herança lhe deixara seu pai.
Tinha este "coisa de monta". Armazenista burguês, proprietário de um grande negócio alimentar, ali para os lados da Mouzinho da Silveira e patrão de uma frota de barcos bacalhoeiros, que passavam, aos 6 meses, por terras da Noruega descarregando "o dito" ali no muro da Ribeira.
Tinha também três rapazes que, da menina, a mais velha da prole, não se fala nem se toca.
Nos três "infantes", não se vislumbravam réstias do “jeito” paterno para a «Compra e Venda».
O mais velho, quis cursar direito e foi advogar para os Açores, de onde dava noticias quando precisava de dinheiro para os fraques que exibia em festarolas. Conseguiu o pai que, os dois mais novos, ingressassem na Escola Comercial e levassem até ao fim o sonho do progenitor.
O segundo varão, não mais pensou em “vocações”. "Vendeu" essa "coisa" a bom preço, afogando as “tendências inatas” nos lucros da venda do precioso peixe.
O meu avô, filho mais novo do clã, acalentava amor por Arte, Historia e Agronomia e não pensava duas vezes quando se tratasse de comprar quadros, livros ou quintas e terrenos de cultivo, ali para os lados da Maia.
Tudo isto, perante o desespero de minha avó, senhora de bom coração, chapéu, luvas e exercito de criadas a comando de mordomo que, malgrado anuir na cedência de alguns aposentos do palacete, para alimentar famílias  das redondezas em tempo de guerra ou albergar colecções de ilustres "zé ninguém", não se condoía com pedidos, quando a queriam "lavradeira" nas quintas de seu marido.
Se bem que o negócio prosperasse e que, nesta família, os efeitos da II Guerra tivessem passado ao largo, era conhecido meu avô pela "largueza de mãos" sem olhar a quem "pedia".
Um dos  assíduos frequentadores desta porta solidária, chamava-se Dominguez Alvarez.
Era um "pobre homem", com jeito para a pintura, meio morto de tosse, frio e fome a quem meu avô, também de forma assídua comprava uns quadros por piedade.
Por vezes não queria os quadros, metia-lhe o embrulho na mão e dizia-lhe:
« - Vá-se tratar, homem, vá lá ao médico e diga quanto é.»
Certo é que, as compras piedosas e o «Lá vens tu com outro quadro», resultaram numa colecção de obras deste pintor, espalhadas pela Casa . As recordações da minha infância misturam-se com os óleos de Alvarez.
Pena é que, a sua cotação actual, não o tenha impedido de morrer na miséria.
É esta a sina dos nossos "heróis". Será sempre assim...

 

DOMINGUEZ ALVAREZ

«José Cândido Dominguez Alvarez, filho de um português de ascendência galega e de uma senhora natural de Pontevedra, nasceu no Porto em 23/2/1906, e faleceu apenas com 36 anos de idade (a 12/4/1942) vítima de uma tuberculose provocada por dificuldades económicas que lhe impunham alimentação deficiente, e por excesso de trabalho, tendo deixado obra vastíssima em quantidade e qualidade, o que o coloca num lugar cimeiro entre os principais modernistas portugueses.
O seu corpo está sepultado em Agramonte, e por deliberação da Escola de Belas-Artes, as centenas de
quadros que Alvarez deixou no seu atelier, por assinar, foram autenticadas com um carimbo especial, colocado nas costas, e com a assinatura dos Mestres Joaquim Lopes e Dórdio Gomes.
De início a sua vida foi de instabilidade, pois o pai, que apenas olhava ao sentido prático e imediato das coisas, queria que o filho obtivesse um curso de telegrafista em Espanha, onde, sob a protecção de familiares, se manteve três anos. Desistindo do curso, regressou ao Porto.
Frequentou o Colégio de Almeida Garrett, foi empregado num armazém de retrosaria e tecidos, e por fim conseguiu (em 1926) a permissão dos seus intentos, ou seja, matricular-se na Escola de Belas-Artes, com a concordância e quase nenhum auxílio do pai, que pretendia, no entanto (por lhe parecer mais rendoso) que Alvarez fosse arquitecto.
Porém, embora tivesse bom aproveitamento, passado dois anos transitou para o curso de Pintura que completou em 1939, com a classificação de 20 valores atribuídos à tese apresentada no ano seguinte.
Ainda aluno, fundou com alguns colegas o grupo «+ Além», que produziu algumas agitações e escândalos locais. Alvarez pintou incansavelmente no Porto e Arredores; pintou em Viana do Castelo, integrado na IV Missão Estética de Férias, dirigida pelo Mestre Joaquim Lopes, onde foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura; e pintou em Santo Tirso, em Coimbra, em Condeixa e em várias localidades do exuberante Vale do Vouga. Mas nas férias, a Espanha «chamava-o» para temporada na Galiza, com fugidas a Castela, à Catalunha e à Andaluzia, a fim de interpretar, pictoricamente, "à-sua-maneira", as povoações pitorescas, os grandes descampados e a majestosa e imponente arquitectura das catedrais, com especial deslumbramento para a de Santiago de Compostela.
Só expôs individualmente uma vez (1936), tendo vendido pouco e mal. Mas o seu nome só começou a ser largamente divulgado a partir de Maio de 1954, quando os pintores Jaime Isidoro e António Sampaio fundaram a Academia Dominguez Alvarez, que deu lugar à Galeria e ao Grupo que têm tão invulgar artista como patrono. A miséria com que viveu, bem como a doença e a morte prematura, marcam de um nimbo lendário a sua memória.
É um caso típico do segundo modernismo português que permaneceu discretamente à margem do aproveitamento por parte do Estado da grande maioria dos artistas da sua geração.»

 

Publicado por cotadaembolsa em 09:22 PM | Comentários (10)

março 14, 2005

venham cá meninas...


  Hoje não tenho mesmo nada para dizer,...só me ocorre a palavra «Monumento»...

Publicado por cotadaembolsa em 07:50 PM

Enfim,... são mulheres...


Cristo morreu, Marx morreu 

... e eu também não me sinto lá muito bem...


 ( W. Allen )



Publicado por cotadaembolsa em 09:37 AM | Comentários (8)

março 12, 2005

Dois murcões e uma manhã de Domingo...

Regra geral, não gosto de médicos.
Tenho-os em fraca conta, talvez porque, por “profissões da família”, fosse obrigada a viver perto deles e por isto lhes conheça os “modus”, bem demais...
A meus olhos, salvaguardadas honradissimas excepções (desculpa mãe), não passam de “vigaristas letrados”, convictos de ser delegados do Divino, vomitando sentenças, a peso de ouro, sobre quem morre ou quem se cura, se entregue em suas mãos.
Tenho ainda algum respeito, pelos velhos “exemplares” de província, pagos a ovos e galinhas, que percebiam um pouco de tudo, até do direito à vida de quem não tem um tostão. Os de agora, não são sequer a pálida herança desses “João Semana”.
A estes, esqueceram-se de lhes ensinar que os “animais” são um todo e não uma parte, especializaram-se num só “órgão”, não tem "olho clínico" e fazem-nos saltar de “colega em colega”, qual repartição de pública, esvaziando os bolsos de quem está já vazio de saúde.
No fim, se o nosso caso for de grande interesse para publicação, interessam-se por nós e neste interesse, ou nos curam ou nos matam.
A realidade é que, se posso, não vou ao médico. Este, é sempre um ultimo recurso,
... a menos que, (como de costume) tropece neles:

A minha mãe estava em fase terminal. Enfiei uns jeans, ténis, prendi o cabelo, apertei o blusão de couro até me tapar o nariz e sai de Casa.
Raramente, saio na figura de quem não acendeu a luz para se vestir, admito até que, quanto ao cuidado com o que meto sobre o “lombo”, nasci do lado errado da península ibérica, mas de algum modo, nesse dia, queria passar clandestina por entre “as gentes”, ou talvez por mim própria.
Vagueei pela cidade até chegar à Foz.
Parei o carro onde nunca antes tinha parado,... apeteceu-me parar mesmo ali.
Fiz, a pé pela primeira vez na vida, o passeio marginal do rio, perdida em mim, como se não conhecesse esta cidade que há muito não me traz segredos.
Todas as lágrimas, não choradas, enchiam-me os olhos, num daqueles clímax que queremos controlar mas que explode ao mais leve estimulo...
Continuava a caminhar, sem ver ninguém. Só eu, o rio e as garças nessa manhã de domingo.
Não sei o que me levou a olhá-lo. Estava sentado num dos bancos da marginal, livro aberto, sol na “fronha” e gorro de lã enfiado até aos olhos.
«Afinal os tipos da “Cais” também se “cultivam”», pensei...
Tinha um rosto familiar, fiz mais dois passos mas uma força estranha fez-me dar meia volta. Aproximei-me. «Se você é quem eu penso que é, está aqui de propósito para me aturar». Com a maior naturalidade, perguntei-lho.

  - Sou sim, minha senhora, levantou-se de repente de olhos arregalados.
 
-  Eu sou a João, sou a João e preciso de falar consigo, acredita no destino?
 
- Porquê, minha senhora?

«Minha Senhora»,... estou mais velha do que pensava...
Não lhe respondi e sentei-me ao lado dele. Presumo que o homem se assustou, pareceu-me atónito e calculo que deva ter pensado que não tinha sorte nenhuma, que afinal aquele gorro caríssimo, não o tornara anónimo, que o ia devolver na segunda-feira, ou que teria preferido levar, por duas manhãs, com as lamurias de um qualquer manfio, playboy de outros tempos mas aos de hoje, incapaz de levantar “o braço do Amor”, ainda que à mão de Deus Pai.
Posso jurar que, quando o homem tirou o gorro, a legenda lhe passou na testa:
«Só me faltava esta maluca, num domingo de manha».

Não me fiz rogada. Sem me benzer ou ajoelhar, confessei ali as dores e os pormenores mais sórdidos de uma vida atormentada nos últimos tempos.
(...e quanto não teriam pago as “amigas” por um relato, pormenorizado, daquele monólogo...)
Acontece que, de facto, sabe-se lá porquê, sou muito mais de ouvir os outros do que de falar de mim... mas aquele "estranho", pareceu-me o “alvo” ideal para uma consulta de psicanálise, sobretudo condicente com a crise nacional e portanto a custo zero. Para além disso, de “sofá” ao ar livre, com o rio de fronte e o sol na “tromba”.
Falei tanto quanto falam as mulheres, bom, talvez mais do que falam as mulheres,... tanto e de tantas coisas,... como se, ao deitar fora  pensamentos “apodrecidos”, me libertasse da visão da carne podre e do rosto desfigurado de minha mãe.
O homem não falou durante aqueles (talvez) 15minutos. Continuava a ouvir-me (penso) com o livro entre as mãos.
 - Sinto-me perdida, disse-lhe.

Fez-se vivo. Penso que, também ele, começava a sentir-se mais calmo no meio da bizarra situação e balbuciou:
 
A alternativa à vida, é viver. Parece-me que, sobretudo,  precisa de falar e chorar. Posso arranjar-lhe ajuda, se quiser. Eu venho na lista telefónica. Apareça.

Levantou-se e partiu com o seu livro.
Fiquei ali por mais algum tempo, sem me reconhecer, sem acreditar que, aquela meia hora, pertencia agora ao espólio da minha vida.
Acho que não lhe agradeci. Não voltei a pensar muito nisto.
Não fui à lista telefónica, nem apareci. Limpa de todos os males, peguei nas minhas forças e esgravatei para cima. Sorrio hoje quando penso, misticamente, que alguém pôs aquele “murcon” no meu caminho, quando eu precisei dele.
Eu sempre gostei de o “ouvir”, não que o homem diga coisas que eu não sei, normalmente não diz. Mas diz as coisas que não dizemos e fala do que não falamos, tudo com aquela ironia positiva que torna os homens irresistíveis.

O "murcon" tem agora um blog e eu serei, seguramente, uma das tipas atentas aos bitaites que ele manda.

P.S. já agora, se me permite um conselho: invista em Camilo (talvez, «Coração, Cabeça e Estômago»), assim que se fartar de Eça.

Publicado por cotadaembolsa em 01:36 PM | Comentários (11)

março 11, 2005

"Suspense" até ao fim...


 - Gostaste do livro, meu amor?

 - Mas é claro que gostei do livro, claro que gostei do livro, como poderia não gostar das coisas que me me dás...

... o problema, é que já o li quase todo e ainda não consegui perceber que é o culpado...
 

Publicado por cotadaembolsa em 09:01 PM | Comentários (2)

Comentus interruptus...

...e entretanto,
aqui dos estúdios, ninguém consegue comentar os blog's da Blogger...


Publicado por cotadaembolsa em 08:20 PM

Resisti ao primeiro...

Pois não parece mas já passou um ano, desde que comecei a ser "Cotada".

... este ano entro nos "entas" e passo a ser também Cota...
Tudo começou em Março de 2004 e desde então nunca mais me calei.
A culpa também é vossa!!!
Foi um ano muito difícil, confesso. Algumas vezes, eu, a que põe o humor à frente do amor, deixei cair uma ou outra lágrima, no meio dos sorrisos que trago sempre estampados na fronha e me agravam imenso a ruga de expressão.
Diz, quem me conhece, que sou uma mulher "sui generis"... francamente, acho-me apenas "Mulher",  sem pretensões a mais nada. Não gosto de extremos, não cultivo radicalismo e considero que há lugar para todas as diferenças que vierem por bem. Sou uma mulher desligada de "coisas pequenas", absolutamente destacada de bisbilhotices, invasões de espaço e sou verdadeiramente má em datas festivas.
Para mim, o homem ideal, é o que compreende esta estranha noção de tempo e espaço, que nem sei de onde me vem.
Ontem, mandei ao meu Amigo Clark a minha sentença sobre o "top ten" do Claque Quente, no ultimo ano. Ele lá saberá porque razão escolheu uma modestíssima jurada,... talvez pelo mesmo motivo que votou CDU, convencido das vantagens de dar lugar aos pequenos...mas dizia eu que, ao mandar esta missiva, me lembrei que o Cotada também tinha feito um ano...
Eu conservo registos de poucas coisas na Vida.
Os meus registos, são as minhas memórias, as minhas experiências e o que de positivo aprendi com elas. Em agosto de 2004, deitei fora todos os post's feitos até então. Hoje tive saudades e pesquisei na Net, se por acaso existiriam... E existem, pois está claro!
Imaginem que, fui à Net buscar o que é meu e não tenho guardado!!!

Bom, resolvi seleccionar algumas coisas e metê-las ali na gaveta das velharias, não vá o diabo tecê-las...
Gostava que soubessem que este blog existe, apenas e só, pelo gozo que me dá. Nele não há outra vaidade senão aquela de vos conhecer e de algum modo, convosco privar.

Publicado por cotadaembolsa em 11:20 AM | Comentários (4)

março 09, 2005

Pele na Pele


A coisa não é inata. Nasceu há uns parcos anos, a par com a vizinhança aos 40 e de braço dado com demais exigências, a bem da sanidade mental, da aversão a tralhas fatelas e gente com cara para capa de revista, que apenas me faz invejar-lhe o cérebro, quando penso em gozar um franco período de repouso mental. 
Um dia, acordamos a saber que já controlamos as loucuras mas certas de que, apenas nos conquistam, as que nos fogem da mão. 
O prazer máximo reside aqui mesmo, no equilíbrio precário entre razão e emoção que vamos gerindo ao sabor do momento, um pouco à laia do «já vi o filme todo mas vou-me deixar ir».
Foi há três meses que o vi...
Passei ligeira, perdida nos meus botões, segura de que já nada me faria apaixonar como da ultima vez e tranquila, por saber que me bastava o que já tinha lá por Casa.
Cruzamo-nos... Ele e eu, separados por um vidro... 
Aprendi em tempos a olhar a pele, a perceber se o "couro do Outro" se identifica com o meu, ou se me será eternamente estranho. A conclusão determina, muitas vezes, o imediato afastamento sem apelo nem agravo.
Gostei dele, sou velha demais para perder tempo e  possuí-o.
Eu cá gosto de peles. 
Só não uso, as que ainda não constam do armário numero 3.
Gosto do cheiro, do toque, de reconhecer a qualidade do bicho pelo que me dizem olhos e mãos. 
Há lá nada melhor que "espetar no lombo" um par de jeans, colocar um dos relógios de ouro da herança de família, montar num belo par de sapatos e cobrir o resto, com um destes mantos primitivos, que nos despertam o prazer do tacto... 
E não me venham com hipocrisias baratas de protecção aos animais, depois de criar gado para abater, ser apologista de touradas, dar pancada na mulher, bisbilhotar sobre a vizinha, fechar a janela do carro ao romeno do semáforo, ou vender pai e mãe para subir no emprego.
Podem andar por aí, com as partes pudibundas ao relento e em protesto manifestado que a minha resposta é a mesma:

Publicado por cotadaembolsa em 11:59 AM | Comentários (9)

março 08, 2005

...e os outros 364???? São p'ra quem???

Dia Internacional da Mulher???...

Machos deste país,
...já que nos inventaram esta ridícula data, sejam solidários, façam apenas o vosso papel e ajudem-nos a sorrir...

Publicado por cotadaembolsa em 06:07 PM | Comentários (10)

março 02, 2005

Não se pire que eu já venho!


Pois a realidade é mesmo esta... Eu não tenho tempo para me "coçar", nem para "esgravatar" no teclado!
Os "meus" italianos, resolveram aproveitar a "onda" gelada que assola a Europa para se meterem, à vez,  rumo ao meu "palais" (aqui entre nós, eu adoro pô-los a cozinhar os meus jantares).
Assim sendo, ontem fui  tratar do primeiro carregamento de massas "Barilla", nos seus mais variados formatos e suspeito que, pelo menos até Maio, não se coma mais nada...
Mas não é só!!
Desde que fui seleccionada para "observar o
Clark" (que pena não ser em underwear ), uma vez que gosto de honrar os meu compromissos sobretudo se com tarefas que me divertem à brava, estou dedicada à obra deste autor.
Não tem sido nada fácil, o homem é verdadeiramente bom e tem as características "agridoces" que me levam à loucura de achar que vale a pena ter um blog.
Claro está que, a inteligência deste  Senhor,  não se fica pela riqueza de temas ou o modo único de os expor, ele demonstra-a de igual modo nas atitudes, senão vejamos:
Haveria outro modo de calar a Cotada?! Pois tá claro que não!
Nada mais a propósito, do que empenhar a dita senhora, para paz dos seus confrades, com um ano de "
Claque Quente" entre as unhas, como castigo de ter perdido alguns "post's" do mais delicioso que por aqui circula.
Volto, assim que recomece a falar português como primeira língua e pouco depois de enviar ao meu amigo os meus modestos bitaites, sobre este ultimo ano de glórias.

Até lá... arrivederci, vi voglio un mare di bene!!

Publicado por cotadaembolsa em 03:31 PM | Comentários (8)

fevereiro 25, 2005

À mesa com o passado.

Voltei a chegar a "horas de jantar a sós", não tenho emenda, embora tu não saibas disso... a mesa estava posta para o tal jantar que nem te sei dizer o que foi.
 Liguei a “Caixa das Desgraças”, senti  náusea de adulto perto de um McDonald's, quando vi o Marques Mendes, em tom de santidade, clamando confiança e perdão, a um povo ainda mais cansado do que eu.
Peguei na primeira revista que me apareceu e espetei-a sobre a mesa.
(«Não se põem revistas sobre a mesa», eu sei papá, eu sei mas hoje, que se lixe, tive um dia desgraçado).
Desfolhei meia dúzia de páginas descritivas da "seca" que a Vida é  e mergulhei em ti... Confesso-te que, ao primeiro impacto, pensei: «não tenho sorte nenhuma...» depois, vi-me com nove anos, espreitando da janela da sala a tua Casa, frente à minha. Eras um "puto girissimo", loiro, de olhos azuis vivos e tristes que nunca soube definir.
 E pronto,... tinha-me apaixonado pela primeira vez.
Mal eu sabia, que seria o inicio da criação de um estereótipo, que não me largou a vida toda.
Lembro-me dos concursos de matemática, em que só nós entravamos e das "festas de garagem", onde os outros iam descobrindo as diferenças entre sexos, enquanto nós, atónitos, devorávamos os livros das redondezas...  do slow  do Billy Joel em que me deste o primeiro beijo, «I love you just the way you are» ... o meu primeiro beijo...
Eu queria lá saber se era de boas famílias e o teu avô era carpinteiro, eu queria lá saber se o meu pai tinha heranças e o teu sucesso... eu queria lá saber...
Depois levaram-te para longe, estudos num colégio interno em Inglaterra e sei lá que mais... sei apenas que transformei o quarto numa «little England», fotografias, bandeiras, recortes de jornal e esperava-te, na mesma janela, quando chegavam as férias,... o que eu gostava de ti...
Nunca nos escrevemos muito, mas as cartas que me mandaste, guardava-as entre os livros para as reler a cada intervalo. Passava, no caminho para as aulas, defronte ao teu portão e  conseguia, por vezes, uma boleia até ao Colégio no "127" beije da tua mãe.
Penso que ambas matávamos saudades nesses momentos...
Depois crescemos e quando se cresce, a Vida ganha outras formas. Nós não ficamos imunes.
Às vezes ainda te encontro por aí, o Porto é pequeno demais para que nunca mais te visse. Muita coisa mudou mas a sensação feliz de reviver a infância e quase toda a adolescência é sempre uma constante.
"Cais-me na sopa,  a torto e a direito" mas já me habituei a encontrar-te, quando abro jornais e revistas.
Para mim es sempre "apenas o Paulo", ainda que, para tantos outros, não passes do "filho do Belmiro".

Publicado por cotadaembolsa em 01:04 AM | Comentários (11)

fevereiro 24, 2005

Portugal começa a mudar...


  O bacalhau já não quer alho,
             ...bastam-lhe as batatas...





Publicado por cotadaembolsa em 08:41 PM | Comentários (5)

fevereiro 22, 2005

P'ra Portugal??... Inverta a marcha e gire à Esquerda.



«A terra para quem a trabalha!!»...gritou.

...Cansada de apenas lhe ordenar: «- Siga
Avante, homem, siga Avante», sentia-se, hoje, "instrumento de mudança"...
Mergulhada neste novo espírito, de
amplas liberdades conquistadas e sociedade sem classes, desejosa de provar a força da classe operária, de ouvir, bem perto, a voz do proletariado...
perdeu a cabeça e beijou o «Chauffeur».

...estava certa de que, a partir desse dia, na vida daquele homem,  para além do
democrático beijo e umas quantas novas bactérias,
ia ficar tudo igualzinho...

Publicado por cotadaembolsa em 05:40 PM | Comentários (6)

fevereiro 19, 2005

Raros momentos... (graças a Deus)



... em período de reflexão...

Publicado por cotadaembolsa em 12:02 AM

fevereiro 18, 2005

Cartas Abertas (porte a pagar no destino)

A Pedro Santana Lopes - Pois é, meu caro, eu bem queria dar-lhe na cabeça mas ensinaram-me que não se bate num morto.
O seu PPD-PSD, encarregou-se da tarefa por mim e já lhe deu o presente envenenado, o Durão vingou-se daquele célebre debate de Congresso em que lhe andou a meter nojo. Os "barões", estão só à espera do seu enterro, no Domingo, para lhe darem  a machadada final e como dizia um anónimo leitor, num comentário a estas tretas: «Eu sei que você sabe, o que sabe que eu sei», traduzido em miudos: Você, é  carne para canhão, querido.
Aqui entre nós, eu nem me importava de o ter como advogado mas para primeiro-ministro, se você o for, eu emigro. Olhe, deixe de me encher a caixa de correio com publicidade enganosa, invente uma crise nervosa e saia de fininho, enquanto pode, porque nós já sabemos que a  família a sustentar é maior do que o seu IRS.

A José Sócrates - Ó homem, deixe lá que lhe diga, você tem sido daqueles que nos promete uma "noite de sonho" e nos deixa à porta de Casa, com um frango de churrasco no papo e a pensar "mais uma noite perdida". 
Arda, senhor, arda. Pegue fogo, aqueça-nos a alma com esperanças e alentos, use lá o que quiser para atear mas ARDA de uma vez. Olhe, deixe lá de andar com a pateta da Edite Estrela na sua sombra, essa senhora, do mais pindérico que há, já deveria  estar, há muito tempo fechada numa sala, a corrigir exames nacionais de português. Irra, que a criatura é mais melga que o emplastro dos directos desportivos!

A Jerónimo de Sousa - Ora aqui está uma bela surpresa, vinda de "muito afinamento de máquinas". Sim senhor! Pelo menos, conseguiu meter o dedo mindinho pelo buraco da porta da sede do PCP. Parabéns! 
Será recompensado quando o povo se comover com mais "achaques" de afonia, quando conseguir derrubar o segundo muro de Berlim e  convencer o mundo de que, a China deve o «Boom» económico ao regime comunista e não à escravatura de mão-de-obra barata... Até amanhã, camarada.

A Paulo Portas - Desculpe, consigo não falo, desapareça-me da vista ... (Perdão, Helena Sacadura Cabral, com este seu filho desacredito as leis de Mendel e qualquer artigo sobre genética, ainda que, publicado na Science.  Este seu rebento, saiu um belo escroque... não fique triste, o "outro" compensa a perda.

A Francisco Louça - Contigo é "tu cá, tu lá, caldeireiros", senão não me entendes. Então é assim:
Tu assustas-me, pá, tu assustas-me. E tu assustas-me, porque eu concordo com quase tudo o que tu dizes, bom, tu limitas-te a criticar, é certo mas criticas com acerto e eu gosto disso. Aqui entre nós, eu não te vejo primeiro-ministro cá do feudo mas que fazes falta no parlamento, lá isso fazes.
Ouve agora um conselho aqui da menina:
Não leves esta coisa tão a sério, pá. Já te viste ao espelho? Tu não te ris, pá e carregas nos rr's como a porra, pá. Pareces um padreco, pá. Eu às vezes, estou assim a olhar p'ra ti, a ouvir com atenção o que tu dizes e até te vejo de batina, pá...
Olha, um destes dias, sai á noite com o Santana, bebe um copo, descontrai, depois umas massagens e tal ... vais ver que te sentes outro e a malta quer é festa, pá! Comes e bebes, presunto, surbias e futebol, tas a ver?

A George Clooney - ... Eu não queria ser repetitiva mas...
Já alguma vez lhe disseram que você é...é... um «pedaço de mau caminho»?? 
Ah sim?...já?...bom,...
E que você, de perfil, parece mesmo um primeiro-ministro, também?
Hum...ah, também já... 
E que você, sozinho, substitui um parlamento?? Esta é nova hem??... 
... Ah, já tinha ouvido também...
... Olhe amigo, eu não tenho muito jeito para estas coisas, não tem programa para amanhã à noite, pois não? 
Amanhã também é sexta nos States, pois é? 
Vai um "Oporto" pr'aquecer??... 
Ah vai? Ok, pronto, então venha buscar-me às dez, que ando meia chateada c'a política e preciso de um tónicozito.

A Congeminações e Canzoada - Porque raio é que eu não consigo comentar os vossos Blog's, hem?? Hem??? Porque raio é que me aparece uma conversa de que não estou autorizada, hem?? MAU!!

Publicado por cotadaembolsa em 12:40 AM | Comentários (7)

fevereiro 17, 2005

A Campanha... (de traseira)

Na recta final da campanha para as legislativas de domingo, dá-se o "tudo por tudo" na caça ao voto da minoria homosexual. Mister Gay, já veio publicamente mostrar o seu desagrado pelos assédios de que tem sido alvo nos últimos dias, negando, categóricamente, ter recebido convites para fazer parte do próximo governo.

Publicado por cotadaembolsa em 05:35 PM | Comentários (1)

fevereiro 16, 2005

Hem??DEBATE!?...Cais debate???

Pois é, a Cotada baldou-se p’ra política e foi ver a “Decaída” (não, não é nada disso que vocês estão a pensar, ele está óptimo), é simplesmente “La Traviata”, uma ópera em três actos, com música de Giuseppe Verdi (1813-1901), libreto de Francesco Maria Piave, baseado no livro de Alexandre Dumas (filho) "A Dama das Camélias". Estreou no Teatro de la Fenice de Veneza, a 6 de Março de 1853 e foi vista pela Cotada 152 anos depois, a 15 de Fevereiro de 2005, depois de a dita senhora perceber que, para lhe darem música em debates de campanha, preferia escolher a temática e quem lhe possuiria os tímpanos nessa noite.
Na expectativa de a persuadir a ouvir o debate televisivo, o candidato a tenor Jerónimo Sousa, passou as últimas 36 horas em treino, exaustivo, de “Belo
Canto” mas o melhor que conseguiu foi ficar afónico, não podendo sequer titubear o conteúdo do chip, com a voz do proletariado, que transporta atrás da orelha, desde saiu da oficina para ingressar no aparelho do partido.
Entretanto, a referida donzela, no Teatro, via-se aflita para conseguir perceber os ex-comunistas moldávos que, não obstante cantarem divinamente, asseguravam a “pés juntos” estar a cantar em italiano, o que aqui se mete em seríssima dúvida.

... Agora que, o Alfredo Germont anda metido com a Violeta Valéry, tipa livre, de festas, jóias e o diabo a quatro, que lhe estourou a massa até ao tutano e aquela desgraçada ainda teve que lhe aturar o pai, com lamechices moralistas, enquanto ardia em febre tuberculosa, dessa certeza é que eu não abdico!!

...Isto, quando mete paixão ardente, é pior que mau governo, ou uma tipa se protege, ou se não der falência, dá sarilho...

Depois conto-vos o resto, é que o canil está a fechar e de hoje não passa.

Publicado por cotadaembolsa em 08:12 PM | Comentários (3)

Promessas... só promessas...



«Não consigo!! Não consigo!!!
 Peçam-me tudo mas com este "Camafeu", nem pela Pátria!!
Ai, valha-me Deus, o que eu fui prometer!! 
Ai, que nem a posso despachar pró o Portas, ou pró Sócrates...»



...bem feito!

Publicado por cotadaembolsa em 11:20 AM | Comentários (3)

fevereiro 15, 2005

Lá no fundo,... uma "Incorrigível Romântica"...


Acho que não te cheguei a dizer quanto gostei do jantar de ontem... 
Dia de Namorados,... quem diria que, depois de tantos anos, seriamos ainda sensíveis a estas datas...
Há tantas coisas que não te disse, tantas coisas que nunca te direi... Coisas que, uma mulher, guarda só para si, até que a verdade venha à tona, como nafta poluente dos mistérios do Amor.
Mas tu, querias saber mais e perguntaste:
«- Ainda sentes ciúme??»
Olhei-te, sorri-te ternamente, pensei na minha vida, nesse sentimento bivalente, algures entre o ódio e a paixão, barómetro primitivo dos níveis de possessão...
Encontrei-o em mim, sim, sou humana...
Lembro-me, perfeitamente, da raiva, da vontade de "tomar à força" o que era meu, da alma mesquinha e atormentada, de me sentir moralmente nua, quando aquela cretina, nos últimos saldos, conseguiu chegar, primeiro que eu, aos sapatos e à mala que namorei toda a estação e respondi-te:
«- Sim amor, ainda era capaz de dar umas navalhadas.»