julho 05, 2005

... e eu era lá capaz, de dar um «Título» a este post...





Publicado por cotadaembolsa em 05:58 PM

julho 02, 2005

Psssst, psssst... Alguém me sabe dizer se há vida depois dos quarenta??????






Publicado por cotadaembolsa em 10:01 AM | Comentários (8)

junho 24, 2005

3 dias e 3 noites, a "meditar" sobre a Crise...

Blog de "papo para o ar", a 2 milhas da costa, onde "arrastão" não entra.
Para qualquer assunto, mandar pombo correio, ou mensagem na garrafa.

Publicado por cotadaembolsa em 09:45 AM | Comentários (7)

junho 23, 2005

Pobre em bens, Rico em estilo

- «Anda, vem».
Senti que me apertavas a mão com decisão.
Caminhamos por ali lentamente, guiavas os meus passos, como há já muito guiavas a minha vida. Sempre foi estranha a forma como acedia a todos os teus pedidos, também hoje estava disposta a fazê-lo sem perguntas, tranquilamente, confiante, como se fosses apenas uma parte de mim e as tuas vontades fossem alguns dos meus implusos. 
Paraste de repente, quase tropecei em ti e disseste:
- «Um dia, tudo isto em redor será teu.»
A tua boca aflorou levemente o meu rosto. Senti o teu cheiro. Uma leve brisa afagou-me os cabelos.
Talvez não soubesses que, para além do teu amor, nada do que me desses importava mas mantive um silêncio de quem entende tudo.
Voltaste a pegar-me na mão e de novo conduziste os meus passos.
Quando finalmente me trouxeste a Casa, envolta num turbilhão de
sentimentos, queria dizer-te tanto... as mão tremiam, não conseguia abrir a porta...
Balbuciei:
- «Olha meu amor, foi uma tarde linda mas... para conseguir ver o buraco da fechadura, agora vais ter mesmo que me tirar a merda da venda dos olhos...

Publicado por cotadaembolsa em 12:57 PM | Comentários (0)

... mais «Causas» e «Cousas» que defendo:

APOIADO !

Publicado por cotadaembolsa em 11:07 AM

junho 22, 2005

Amar em Portugal...

Sonhara este momento há muito tempo.
Com grande esforço, havia construído aquela Casa, no meio de tantas outras construcções ilegais. 
Ficara magnífica...
Erguiam-se agora no morro, para que nada os disturbasse, os altos muros que imaginara. 
Não tinha sido fácil. 
Tempos de trabalho árduo, a roubar «tesos» nas praias de Carcavelos e nos comboios da linha de Sintra. Mas tudo isso culminava aqui, na sua melhor janela, com vista para as torres de Alfragide.
Ela tinha-lhe prometido que aparecia hoje.
E era bom que não tardasse. A ânsia, já lhe escoara  as «ganzas» que tinha para fumar nesse dia. Espreitava, entre as fendas do muro, na esperança de ouvir o sinal.
Lá fora, a confusão era grande. Sampaio, batia incessantemente ao seu portão, acordara nesse dia com vontade de passear por ali a democracia, distraindo a atenção dos pretos para uma manifestação contra a violência.

- «Já não bastava não ter podido dar umas navalhadas nos cabeças rapadas, ainda tinha que me aparecer o palerma do ruivo», pensou.

Tinham combinado tudo. Ele abriria a porta quando ouvisse aqueles dois tiros para o ar.

Era ela...

Linda, linda... com a Walter de 9mm na mão, bronzeado homogéneo, dentes, palmas das mão e pés alvos, cabelo entrançado em mil cores. Era, sem dúvida, o "Arco-Íris" da sua Vida. Só a certeza de que era única, o mantivera à espera por tanto tempo.

Puxou-a pela mão. Não poderia mais conter o desejo sufocado de a possuir como fez àquela bolsa na estação do Metro, não aguentava mais o martírio desse dia. 
Beijaram-se, uma, outra e outra vez...
A noite, perdida em preliminares, deixara-o perto da loucura.
Entrava já lentamente a madrugada quando decidiram fazer o que deveria ser feito.
Decidiram. Finalmente ela seria sua.
Decidiram. Acabaria ali a dor por não ser um só.
Decidiram. Reduzir o mundo àquele quarto.
Decidiram. Não contribuir para mais fogos no País.
Decidiram. Dividir por dois bom e mau, síflis e gonorreia.
Decidiram...

Decidiram. Mas a «Equipa de Demolição de Barracas» da Câmara, não lhes deu tempo.

Publicado por cotadaembolsa em 12:09 PM | Comentários (3)

... Porque «o prometido é de "Vidro"». Cotada responde:

1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
”O que fazem Mulheres” de Camilo Castelo Branco.
... caem-me sempre bem considerações ironicamente benévolas sobre o adultério feminino...

2. Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?
Sempre...
Só me apanham os personagens de ficção e a coisa dura até eu "acordar".

3. Qual foi o último livro que compraste?
Não me lembro. Quando vou pagar ele nunca deixa. Empurramo-nos em frente à caixa para ver quem tira primeiro o cartão e saímos a protestar.
... entretanto eu esqueço o livro.
O último que quis comprar foi o “Leah e Outras Histórias” de José Rodrigues Migueis...


4. Qual o último que leste?
Um mês com Montalbano” de Andrea Camilleri.
...Bom, é simplesmente delicioso, ok?

5. Que livros estás a ler?
O Extracto de uma Conta Corrente no pós-Paris”  
... este foi todo escritinho por mim, ao ritmo de um colapso por parágrafo.
Desta vez, excedi-me literalmente. 
... Desculpem, literariamente.

6- Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
”Como encontrar um Sexta-Feira” de Robinson Crusoe;
“Manual de Caça e Pesca para principiantes”;
“Como lançar um «Very Light»”;
“Saiba se esta prevista a construcção de um Shopping na sua àrea de residência”;
“Faça você mesmo”.

7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Oh pá, eu sou uma gaja porreira, não mando destas «secas» a ninguém, meu. Se quisesse chatear 3 manfios, mandava-lhes um cigano meu amigo.

Publicado por cotadaembolsa em 09:19 AM | Comentários (2)

junho 20, 2005

5 milhões de enganados provam «Toque Rectal»



«Eu sempre fui Sofista!!

Eles é que não me entenderam!!

E agora, passa p'ra cá a taça dos impostos porque este dedo que aqui vedes, é p'ra meter no cu dos portugueses!!»


(Sócrates)


(... ao menos lubrifica a luva, pá...)

Publicado por cotadaembolsa em 10:14 AM | Comentários (7)

junho 17, 2005

De olhos no «Futuro»...

Quando chegamos a adultos, passamos a dizer que a "esperança" está nas crianças e nos tempos que hão-de vir.
Há algum tempo aprendi que a podemos encontrar no passado, olhando apenas os "resistentes" à Vida.

... não sei porquê mas acho que cresci...


Publicado por cotadaembolsa em 10:26 PM | Comentários (2)

junho 15, 2005

... já nem a Fé nos salva...

«Os portugueses estão entre os europeus que menos se interessam pela política e mais acreditam em Deus.»

... parece-me lógico, com as políticas que temos, toda a gente sabe que só teremos safa por intersecção divina.

... mas agora aqui entre nós caro Anjo-da-Guarda:


Da próxima vez que uma portuguesa o chamar, para vir em sua protecção, tenha o cuidado de se fazer ouvir e venha de fato!
È claro que, nessa figura despojada, de tudo o que me disse ontem, só ficou uma nuvem branca...


Como raio tem coragem de me vir com essa conversa: «Vai e não tornes a pecar», hem??!! 

É preciso ter lata!!! Não há condições!!

 

Publicado por cotadaembolsa em 03:22 PM | Comentários (2)

junho 14, 2005

«BuonGiorno»

Há uns bons 4 ou 5 anos conheci o N.
Tempos de "Chat", IRC puro e duro, em que a malta se lança na arena e quase ninguém se safa sem umas nódoas negras ou uma cana do nariz partida.
Lembro-me, perfeitamente de ter sido eu a abrir um "olá"  e quem me conhece, bem sabe que eu nunca me lembro de nada destas porcarias e por isso mesmo deve estar assustado ao ler este parágrafo. Mas dizia que, recordo com clareza ter-me metido com este senhor, apenas pelo facto de que o seu nick era «BuonGiorno».
Dava eu, na altura, os primeiros passos no italiano. Primeiros e lentos.
Acontece que, a esses tempos, jurava a pés juntos não me apaixonar por nenhum, com a segurança que me traz o medo do exagero afectivo em que os referidos latinos são pródigos. Homens prolixos, também nunca me agradaram portanto, sem a ajuda do «Milagre do Amor» para a multiplicação das Línguas, seria difícil papaguear mais do que meia dúzia de frases que me impediam de morrer à fome para lá dos Alpes.
O N. já se entendia muito bem com a Língua e sem entrar em grandes diálogos, nem invadir privacidade, falávamos de "temps en temps", sobretudo deste gosto comum pela Itália. Por vezes não falávamos sequer, eu apenas recebia um «buon giorno» e íamos, cada qual, esgrimir os seus pvt's.
O meu gosto pelo Chat, foi-se tão depressa como chegou e há mais de 2 anos que não tinha notícias do N.
Há tempos, recebi um e-mail seu em que me apresentava o seu blog, fiquei boquiaberta com a coragem e destreza com que escreve em alemão e italiano e na resposta, enviei-lhe o link desta “página de tretas”, com a miserável vergonha de lhe mostrar isto completamente abandonado, qual mata à espera de fogos de Verão.
O N. tem tido a bondade de visitar o "vazio" desta página com alguma frequência e ontem deu-se uma interessantíssima coincidência: Sem trocar uma palavra e ainda sem que tivesse visto o meu post, resolveu publicar o mesmo poema de Eugénio de Andrade em italiano. Após tê-lo traduzido e publicado, visitou a minha página e deu de caras com ele. E não é que o poeta tivesse só este poema...
Nos próximos tempos, cederei a um pedido seu para algumas parcerias no
Divagare, é claro, desde que ele entenda que o meu italiano não está ao seu nível e que nesta fase da minha vida a produção far-se-à "divagar", "divagarinho" e às vezes parada.

Ti voglio bene anch'io N. ... e, a meus olhos, está brilhantemente traduzido...

ADDIO

Abbiamo spento per strada le parole, amore mio,
e ciò che ci è rimasto non basta
ad allontanare il freddo di quattro pareti.
Abbiamo spento tutto tranne il silenzio.
Abbiamo spento gli occhi con il sale delle lacrime,
abbiamo spento le mani a furia di stringerle,
abbiamo spento l'orologio e le pietre dagli angoli
in attese inutili.

Frugo con le mani le tasche e non ci trovo nulla.
Prima avevamo tanto da darci;
era come se tutte le cose fossero mie:
più ti davo e più ne avevo per darti.
Talvolta dicevi: i tuoi occhi sono pesci verdi.
E io credevo.
Credevo,
perché accanto a te
tutto diventava possibile.

Era così ai tempi dei segreti,
quando il tuo corpo era un acquario,
quando i miei occhi
erano veramente pesci verdi.
Oggi sono soltanto i miei occhi.
Poco ma vero,
occhi come tutti gli altri.

Abbiamo spento le parole.
Se dico adesso: amore mio,
non succede più nulla.
Eppure, prima che le parole fossero spente,
sono sicuro
che tutte le cose tremavano
soltanto al mormorare il tuo nome
nel silenzio del mio cuore.

Non abbiamo più niente da dare.
Dentro te
non c'è niente che mi chieda acqua.
Il passato è inutile come uno straccio.
E ti ho già detto: Le parole sono spente.

Addio

Eugénio de Andrade (poeta portoghese)
1923 - 2005

Publicado por cotadaembolsa em 07:19 PM | Comentários (1)

maio 05, 2005

Ratalhos de um «Diário de Bordo»...

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por cotadaembolsa em 06:48 PM | Comentários (17)

abril 16, 2005

Eu quero é sopas e descanso...

Depois da canseira da aula...

... e da porcaria das fotos...

... o fantástico «Descanso do Guerreiro»!!!

Publicado por cotadaembolsa em 12:01 AM | Comentários (10)

abril 15, 2005

Engarde!!


Où s’embrasser à Paris
Bancs publics, cafés authentiques ou cinémas mythiques, mille et un lieux… très romantiques.

S’embrasser est une affaire trop sérieuse pour qu’on la confie à la seule providence!
Le baiser parisien, pratiqué dans les règles de l’art, obéit à des lois précises
auxquelles il serait bien imprudent de vouloir déroger. Plus de secrets, les meilleurs endroits où s’embrasser dans la capitale seront bientôt sur toutes les lèvres. Des baisers de cinéma aux baisers à la carte dans les restaurants les plus romantiques… voici le vademecum des amoureux parisiens.

 

...Pois é, afinal, o programa de treinos do genioglosso e do hioglosso (abençoados e respeitabilíssimos músculos da língua), não se resume a lamber «vins & fromages».
A "coisa" pode ir bem mais além, se uma mulher for preparada para o uso de um «appareil de musculation» à altura.
Aconselhada por "eles" (e muito bem), o melhor é não confiar apenas na «providence».
... assim sendo, saí a camisa das riscas e entra o "guia" que, este sim, não pode faltar, na «valise» da «mademoiselle».

... e pronto, agora é estar de "papilas em riste", não vá aparecer um Vademecum a esgrimir...
 

Publicado por cotadaembolsa em 06:58 PM

abril 09, 2005

Preguiçando...


Em pura fase de ócio e gozo primaveril, comprei uma Nikon e fui pró Bogani, com a "mestre M.", estudar o manual.

Amanhã, preparo-me para as fotos em Paris...

Publicado por cotadaembolsa em 11:59 AM | Comentários (8)

março 16, 2005

Gloriosos miseráveis


Ao meu avô paterno, quase nada lhe faltava para merecer auréola de santidade.
Era, definitivamente, um homem bom que me deixou uma profunda saudade.
Filho de morgado do Minho, nunca se interessou muito pelo "comércio", que por destino e herança lhe deixara seu pai.
Tinha este "coisa de monta". Armazenista burguês, proprietário de um grande negócio alimentar, ali para os lados da Mouzinho da Silveira e patrão de uma frota de barcos bacalhoeiros, que passavam, aos 6 meses, por terras da Noruega descarregando "o dito" ali no muro da Ribeira.
Tinha também três rapazes que, da menina, a mais velha da prole, não se fala nem se toca.
Nos três "infantes", não se vislumbravam réstias do “jeito” paterno para a «Compra e Venda».
O mais velho, quis cursar direito e foi advogar para os Açores, de onde dava noticias quando precisava de dinheiro para os fraques que exibia em festarolas. Conseguiu o pai que, os dois mais novos, ingressassem na Escola Comercial e levassem até ao fim o sonho do progenitor.
O segundo varão, não mais pensou em “vocações”. "Vendeu" essa "coisa" a bom preço, afogando as “tendências inatas” nos lucros da venda do precioso peixe.
O meu avô, filho mais novo do clã, acalentava amor por Arte, Historia e Agronomia e não pensava duas vezes quando se tratasse de comprar quadros, livros ou quintas e terrenos de cultivo, ali para os lados da Maia.
Tudo isto, perante o desespero de minha avó, senhora de bom coração, chapéu, luvas e exercito de criadas a comando de mordomo que, malgrado anuir na cedência de alguns aposentos do palacete, para alimentar famílias  das redondezas em tempo de guerra ou albergar colecções de ilustres "zé ninguém", não se condoía com pedidos, quando a queriam "lavradeira" nas quintas de seu marido.
Se bem que o negócio prosperasse e que, nesta família, os efeitos da II Guerra tivessem passado ao largo, era conhecido meu avô pela "largueza de mãos" sem olhar a quem "pedia".
Um dos  assíduos frequentadores desta porta solidária, chamava-se Dominguez Alvarez.
Era um "pobre homem", com jeito para a pintura, meio morto de tosse, frio e fome a quem meu avô, também de forma assídua comprava uns quadros por piedade.
Por vezes não queria os quadros, metia-lhe o embrulho na mão e dizia-lhe:
« - Vá-se tratar, homem, vá lá ao médico e diga quanto é.»
Certo é que, as compras piedosas e o «Lá vens tu com outro quadro», resultaram numa colecção de obras deste pintor, espalhadas pela Casa . As recordações da minha infância misturam-se com os óleos de Alvarez.
Pena é que, a sua cotação actual, não o tenha impedido de morrer na miséria.
É esta a sina dos nossos "heróis". Será sempre assim...

 

DOMINGUEZ ALVAREZ

«José Cândido Dominguez Alvarez, filho de um português de ascendência galega e de uma senhora natural de Pontevedra, nasceu no Porto em 23/2/1906, e faleceu apenas com 36 anos de idade (a 12/4/1942) vítima de uma tuberculose provocada por dificuldades económicas que lhe impunham alimentação deficiente, e por excesso de trabalho, tendo deixado obra vastíssima em quantidade e qualidade, o que o coloca num lugar cimeiro entre os principais modernistas portugueses.
O seu corpo está sepultado em Agramonte, e por deliberação da Escola de Belas-Artes, as centenas de
quadros que Alvarez deixou no seu atelier, por assinar, foram autenticadas com um carimbo especial, colocado nas costas, e com a assinatura dos Mestres Joaquim Lopes e Dórdio Gomes.
De início a sua vida foi de instabilidade, pois o pai, que apenas olhava ao sentido prático e imediato das coisas, queria que o filho obtivesse um curso de telegrafista em Espanha, onde, sob a protecção de familiares, se manteve três anos. Desistindo do curso, regressou ao Porto.
Frequentou o Colégio de Almeida Garrett, foi empregado num armazém de retrosaria e tecidos, e por fim conseguiu (em 1926) a permissão dos seus intentos, ou seja, matricular-se na Escola de Belas-Artes, com a concordância e quase nenhum auxílio do pai, que pretendia, no entanto (por lhe parecer mais rendoso) que Alvarez fosse arquitecto.
Porém, embora tivesse bom aproveitamento, passado dois anos transitou para o curso de Pintura que completou em 1939, com a classificação de 20 valores atribuídos à tese apresentada no ano seguinte.
Ainda aluno, fundou com alguns colegas o grupo «+ Além», que produziu algumas agitações e escândalos locais. Alvarez pintou incansavelmente no Porto e Arredores; pintou em Viana do Castelo, integrado na IV Missão Estética de Férias, dirigida pelo Mestre Joaquim Lopes, onde foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura; e pintou em Santo Tirso, em Coimbra, em Condeixa e em várias localidades do exuberante Vale do Vouga. Mas nas férias, a Espanha «chamava-o» para temporada na Galiza, com fugidas a Castela, à Catalunha e à Andaluzia, a fim de interpretar, pictoricamente, "à-sua-maneira", as povoações pitorescas, os grandes descampados e a majestosa e imponente arquitectura das catedrais, com especial deslumbramento para a de Santiago de Compostela.
Só expôs individualmente uma vez (1936), tendo vendido pouco e mal. Mas o seu nome só começou a ser largamente divulgado a partir de Maio de 1954, quando os pintores Jaime Isidoro e António Sampaio fundaram a Academia Dominguez Alvarez, que deu lugar à Galeria e ao Grupo que têm tão invulgar artista como patrono. A miséria com que viveu, bem como a doença e a morte prematura, marcam de um nimbo lendário a sua memória.
É um caso típico do segundo modernismo português que permaneceu discretamente à margem do aproveitamento por parte do Estado da grande maioria dos artistas da sua geração.»

 

Publicado por cotadaembolsa em 09:22 PM | Comentários (10)

março 14, 2005

venham cá meninas...


  Hoje não tenho mesmo nada para dizer,...só me ocorre a palavra «Monumento»...

Publicado por cotadaembolsa em 07:50 PM

Enfim,... são mulheres...


Cristo morreu, Marx morreu 

... e eu também não me sinto lá muito bem...


 ( W. Allen )



Publicado por cotadaembolsa em 09:37 AM | Comentários (8)

março 12, 2005

Dois murcões e uma manhã de Domingo...

Regra geral, não gosto de médicos.
Tenho-os em fraca conta, talvez porque, por “profissões da família”, fosse obrigada a viver perto deles e por isto lhes conheça os “modus”, bem demais...
A meus olhos, salvaguardadas honradissimas excepções (desculpa mãe), não passam de “vigaristas letrados”, convictos de ser delegados do Divino, vomitando sentenças, a peso de ouro, sobre quem morre ou quem se cura, se entregue em suas mãos.
Tenho ainda algum respeito, pelos velhos “exemplares” de província, pagos a ovos e galinhas, que percebiam um pouco de tudo, até do direito à vida de quem não tem um tostão. Os de agora, não são sequer a pálida herança desses “João Semana”.
A estes, esqueceram-se de lhes ensinar que os “animais” são um todo e não uma parte, especializaram-se num só “órgão”, não tem "olho clínico" e fazem-nos saltar de “colega em colega”, qual repartição de pública, esvaziando os bolsos de quem está já vazio de saúde.
No fim, se o nosso caso for de grande interesse para publicação, interessam-se por nós e neste interesse, ou nos curam ou nos matam.
A realidade é que, se posso, não vou ao médico. Este, é sempre um ultimo recurso,
... a menos que, (como de costume) tropece neles:

A minha mãe estava em fase terminal. Enfiei uns jeans, ténis, prendi o cabelo, apertei o blusão de couro até me tapar o nariz e sai de Casa.
Raramente, saio na figura de quem não acendeu a luz para se vestir, admito até que, quanto ao cuidado com o que meto sobre o “lombo”, nasci do lado errado da península ibérica, mas de algum modo, nesse dia, queria passar clandestina por entre “as gentes”, ou talvez por mim própria.
Vagueei pela cidade até chegar à Foz.
Parei o carro onde nunca antes tinha parado,... apeteceu-me parar mesmo ali.
Fiz, a pé pela primeira vez na vida, o passeio marginal do rio, perdida em mim, como se não conhecesse esta cidade que há muito não me traz segredos.
Todas as lágrimas, não choradas, enchiam-me os olhos, num daqueles clímax que queremos controlar mas que explode ao mais leve estimulo...
Continuava a caminhar, sem ver ninguém. Só eu, o rio e as garças nessa manhã de domingo.
Não sei o que me levou a olhá-lo. Estava sentado num dos bancos da marginal, livro aberto, sol na “fronha” e gorro de lã enfiado até aos olhos.
«Afinal os tipos da “Cais” também se “cultivam”», pensei...
Tinha um rosto familiar, fiz mais dois passos mas uma força estranha fez-me dar meia volta. Aproximei-me. «Se você é quem eu penso que é, está aqui de propósito para me aturar». Com a maior naturalidade, perguntei-lho.

  - Sou sim, minha senhora, levantou-se de repente de olhos arregalados.
 
-  Eu sou a João, sou a João e preciso de falar consigo, acredita no destino?
 
- Porquê, minha senhora?

«Minha Senhora»,... estou mais velha do que pensava...
Não lhe respondi e sentei-me ao lado dele. Presumo que o homem se assustou, pareceu-me atónito e calculo que deva ter pensado que não tinha sorte nenhuma, que afinal aquele gorro caríssimo, não o tornara anónimo, que o ia devolver na segunda-feira, ou que teria preferido levar, por duas manhãs, com as lamurias de um qualquer manfio, playboy de outros tempos mas aos de hoje, incapaz de levantar “o braço do Amor”, ainda que à mão de Deus Pai.
Posso jurar que, quando o homem tirou o gorro, a legenda lhe passou na testa:
«Só me faltava esta maluca, num domingo de manha».

Não me fiz rogada. Sem me benzer ou ajoelhar, confessei ali as dores e os pormenores mais sórdidos de uma vida atormentada nos últimos tempos.
(...e quanto não teriam pago as “amigas” por um relato, pormenorizado, daquele monólogo...)
Acontece que, de facto, sabe-se lá porquê, sou muito mais de ouvir os outros do que de falar de mim... mas aquele "estranho", pareceu-me o “alvo” ideal para uma consulta de psicanálise, sobretudo condicente com a crise nacional e portanto a custo zero. Para além disso, de “sofá” ao ar livre, com o rio de fronte e o sol na “tromba”.
Falei tanto quanto falam as mulheres, bom, talvez mais do que falam as mulheres,... tanto e de tantas coisas,... como se, ao deitar fora  pensamentos “apodrecidos”, me libertasse da visão da carne podre e do rosto desfigurado de minha mãe.
O homem não falou durante aqueles (talvez) 15minutos. Continuava a ouvir-me (penso) com o livro entre as mãos.
 - Sinto-me perdida, disse-lhe.

Fez-se vivo. Penso que, também ele, começava a sentir-se mais calmo no meio da bizarra situação e balbuciou:
 
A alternativa à vida, é viver. Parece-me que, sobretudo,  precisa de falar e chorar. Posso arranjar-lhe ajuda, se quiser. Eu venho na lista telefónica. Apareça.

Levantou-se e partiu com o seu livro.
Fiquei ali por mais algum tempo, sem me reconhecer, sem acreditar que, aquela meia hora, pertencia agora ao espólio da minha vida.
Acho que não lhe agradeci. Não voltei a pensar muito nisto.
Não fui à lista telefónica, nem apareci. Limpa de todos os males, peguei nas minhas forças e esgravatei para cima. Sorrio hoje quando penso, misticamente, que alguém pôs aquele “murcon” no meu caminho, quando eu precisei dele.
Eu sempre gostei de o “ouvir”, não que o homem diga coisas que eu não sei, normalmente não diz. Mas diz as coisas que não dizemos e fala do que não falamos, tudo com aquela ironia positiva que torna os homens irresistíveis.

O "murcon" tem agora um blog e eu serei, seguramente, uma das tipas atentas aos bitaites que ele manda.

P.S. já agora, se me permite um conselho: invista em Camilo (talvez, «Coração, Cabeça e Estômago»), assim que se fartar de Eça.

Publicado por cotadaembolsa em 01:36 PM | Comentários (11)

março 11, 2005

"Suspense" até ao fim...


 - Gostaste do livro, meu amor?

 - Mas é claro que gostei do livro, claro que gostei do livro, como poderia não gostar das coisas que me me dás...

... o problema, é que já o li quase todo e ainda não consegui perceber que é o culpado...
 

Publicado por cotadaembolsa em 09:01 PM | Comentários (2)

Comentus interruptus...

...e entretanto,
aqui dos estúdios, ninguém consegue comentar os blog's da Blogger...


Publicado por cotadaembolsa em 08:20 PM

Resisti ao primeiro...

Pois não parece mas já passou um ano, desde que comecei a ser "Cotada".

... este ano entro nos "entas" e passo a ser também Cota...
Tudo começou em Março de 2004 e desde então nunca mais me calei.
A culpa também é vossa!!!
Foi um ano muito difícil, confesso. Algumas vezes, eu, a que põe o humor à frente do amor, deixei cair uma ou outra lágrima, no meio dos sorrisos que trago sempre estampados na fronha e me agravam imenso a ruga de expressão.
Diz, quem me conhece, que sou uma mulher "sui generis"... francamente, acho-me apenas "Mulher",  sem pretensões a mais nada. Não gosto de extremos, não cultivo radicalismo e considero que há lugar para todas as diferenças que vierem por bem. Sou uma mulher desligada de "coisas pequenas", absolutamente destacada de bisbilhotices, invasões de espaço e sou verdadeiramente má em datas festivas.
Para mim, o homem ideal, é o que compreende esta estranha noção de tempo e espaço, que nem sei de onde me vem.
Ontem, mandei ao meu Amigo Clark a minha sentença sobre o "top ten" do Claque Quente, no ultimo ano. Ele lá saberá porque razão escolheu uma modestíssima jurada,... talvez pelo mesmo motivo que votou CDU, convencido das vantagens de dar lugar aos pequenos...mas dizia eu que, ao mandar esta missiva, me lembrei que o Cotada também tinha feito um ano...
Eu conservo registos de poucas coisas na Vida.
Os meus registos, são as minhas memórias, as minhas experiências e o que de positivo aprendi com elas. Em agosto de 2004, deitei fora todos os post's feitos até então. Hoje tive saudades e pesquisei na Net, se por acaso existiriam... E existem, pois está claro!
Imaginem que, fui à Net buscar o que é meu e não tenho guardado!!!

Bom, resolvi seleccionar algumas coisas e metê-las ali na gaveta das velharias, não vá o diabo tecê-las...
Gostava que soubessem que este blog existe, apenas e só, pelo gozo que me dá. Nele não há outra vaidade senão aquela de vos conhecer e de algum modo, convosco privar.

Publicado por cotadaembolsa em 11:20 AM | Comentários (4)

março 09, 2005

Pele na Pele


A coisa não é inata. Nasceu há uns parcos anos, a par com a vizinhança aos 40 e de braço dado com demais exigências, a bem da sanidade mental, da aversão a tralhas fatelas e gente com cara para capa de revista, que apenas me faz invejar-lhe o cérebro, quando penso em gozar um franco período de repouso mental. 
Um dia, acordamos a saber que já controlamos as loucuras mas certas de que, apenas nos conquistam, as que nos fogem da mão. 
O prazer máximo reside aqui mesmo, no equilíbrio precário entre razão e emoção que vamos gerindo ao sabor do momento, um pouco à laia do «já vi o filme todo mas vou-me deixar ir».
Foi há três meses que o vi...
Passei ligeira, perdida nos meus botões, segura de que já nada me faria apaixonar como da ultima vez e tranquila, por saber que me bastava o que já tinha lá por Casa.
Cruzamo-nos... Ele e eu, separados por um vidro... 
Aprendi em tempos a olhar a pele, a perceber se o "couro do Outro" se identifica com o meu, ou se me será eternamente estranho. A conclusão determina, muitas vezes, o imediato afastamento sem apelo nem agravo.
Gostei dele, sou velha demais para perder tempo e  possuí-o.
Eu cá gosto de peles. 
Só não uso, as que ainda não constam do armário numero 3.
Gosto do cheiro, do toque, de reconhecer a qualidade do bicho pelo que me dizem olhos e mãos. 
Há lá nada melhor que "espetar no lombo" um par de jeans, colocar um dos relógios de ouro da herança de família, montar num belo par de sapatos e cobrir o resto, com um destes mantos primitivos, que nos despertam o prazer do tacto... 
E não me venham com hipocrisias baratas de protecção aos animais, depois de criar gado para abater, ser apologista de touradas, dar pancada na mulher, bisbilhotar sobre a vizinha, fechar a janela do carro ao romeno do semáforo, ou vender pai e mãe para subir no emprego.
Podem andar por aí, com as partes pudibundas ao relento e em protesto manifestado que a minha resposta é a mesma:

Publicado por cotadaembolsa em 11:59 AM | Comentários (9)

março 08, 2005

...e os outros 364???? São p'ra quem???

Dia Internacional da Mulher???...

Machos deste país,
...já que nos inventaram esta ridícula data, sejam solidários, façam apenas o vosso papel e ajudem-nos a sorrir...

Publicado por cotadaembolsa em 06:07 PM | Comentários (10)

março 02, 2005

Não se pire que eu já venho!


Pois a realidade é mesmo esta... Eu não tenho tempo para me "coçar", nem para "esgravatar" no teclado!
Os "meus" italianos, resolveram aproveitar a "onda" gelada que assola a Europa para se meterem, à vez,  rumo ao meu "palais" (aqui entre nós, eu adoro pô-los a cozinhar os meus jantares).
Assim sendo, ontem fui  tratar do primeiro carregamento de massas "Barilla", nos seus mais variados formatos e suspeito que, pelo menos até Maio, não se coma mais nada...
Mas não é só!!
Desde que fui seleccionada para "observar o
Clark" (que pena não ser em underwear ), uma vez que gosto de honrar os meu compromissos sobretudo se com tarefas que me divertem à brava, estou dedicada à obra deste autor.
Não tem sido nada fácil, o homem é verdadeiramente bom e tem as características "agridoces" que me levam à loucura de achar que vale a pena ter um blog.
Claro está que, a inteligência deste  Senhor,  não se fica pela riqueza de temas ou o modo único de os expor, ele demonstra-a de igual modo nas atitudes, senão vejamos:
Haveria outro modo de calar a Cotada?! Pois tá claro que não!
Nada mais a propósito, do que empenhar a dita senhora, para paz dos seus confrades, com um ano de "
Claque Quente" entre as unhas, como castigo de ter perdido alguns "post's" do mais delicioso que por aqui circula.
Volto, assim que recomece a falar português como primeira língua e pouco depois de enviar ao meu amigo os meus modestos bitaites, sobre este ultimo ano de glórias.

Até lá... arrivederci, vi voglio un mare di bene!!

Publicado por cotadaembolsa em 03:31 PM | Comentários (8)

fevereiro 25, 2005

À mesa com o passado.

Voltei a chegar a "horas de jantar a sós", não tenho emenda, embora tu não saibas disso... a mesa estava posta para o tal jantar que nem te sei dizer o que foi.
 Liguei a “Caixa das Desgraças”, senti  náusea de adulto perto de um McDonald's, quando vi o Marques Mendes, em tom de santidade, clamando confiança e perdão, a um povo ainda mais cansado do que eu.
Peguei na primeira revista que me apareceu e espetei-a sobre a mesa.
(«Não se põem revistas sobre a mesa», eu sei papá, eu sei mas hoje, que se lixe, tive um dia desgraçado).
Desfolhei meia dúzia de páginas descritivas da "seca" que a Vida é  e mergulhei em ti... Confesso-te que, ao primeiro impacto, pensei: «não tenho sorte nenhuma...» depois, vi-me com nove anos, espreitando da janela da sala a tua Casa, frente à minha. Eras um "puto girissimo", loiro, de olhos azuis vivos e tristes que nunca soube definir.
 E pronto,... tinha-me apaixonado pela primeira vez.
Mal eu sabia, que seria o inicio da criação de um estereótipo, que não me largou a vida toda.
Lembro-me dos concursos de matemática, em que só nós entravamos e das "festas de garagem", onde os outros iam descobrindo as diferenças entre sexos, enquanto nós, atónitos, devorávamos os livros das redondezas...  do slow  do Billy Joel em que me deste o primeiro beijo, «I love you just the way you are» ... o meu primeiro beijo...
Eu queria lá saber se era de boas famílias e o teu avô era carpinteiro, eu queria lá saber se o meu pai tinha heranças e o teu sucesso... eu queria lá saber...
Depois levaram-te para longe, estudos num colégio interno em Inglaterra e sei lá que mais... sei apenas que transformei o quarto numa «little England», fotografias, bandeiras, recortes de jornal e esperava-te, na mesma janela, quando chegavam as férias,... o que eu gostava de ti...
Nunca nos escrevemos muito, mas as cartas que me mandaste, guardava-as entre os livros para as reler a cada intervalo. Passava, no caminho para as aulas, defronte ao teu portão e  conseguia, por vezes, uma boleia até ao Colégio no "127" beije da tua mãe.
Penso que ambas matávamos saudades nesses momentos...
Depois crescemos e quando se cresce, a Vida ganha outras formas. Nós não ficamos imunes.
Às vezes ainda te encontro por aí, o Porto é pequeno demais para que nunca mais te visse. Muita coisa mudou mas a sensação feliz de reviver a infância e quase toda a adolescência é sempre uma constante.
"Cais-me na sopa,  a torto e a direito" mas já me habituei a encontrar-te, quando abro jornais e revistas.
Para mim es sempre "apenas o Paulo", ainda que, para tantos outros, não passes do "filho do Belmiro".

Publicado por cotadaembolsa em 01:04 AM | Comentários (11)

fevereiro 24, 2005

Portugal começa a mudar...


  O bacalhau já não quer alho,
             ...bastam-lhe as batatas...





Publicado por cotadaembolsa em 08:41 PM | Comentários (5)

fevereiro 22, 2005

P'ra Portugal??... Inverta a marcha e gire à Esquerda.



«A terra para quem a trabalha!!»...gritou.

...Cansada de apenas lhe ordenar: «- Siga
Avante, homem, siga Avante», sentia-se, hoje, "instrumento de mudança"...
Mergulhada neste novo espírito, de
amplas liberdades conquistadas e sociedade sem classes, desejosa de provar a força da classe operária, de ouvir, bem perto, a voz do proletariado...
perdeu a cabeça e beijou o «Chauffeur».

...estava certa de que, a partir desse dia, na vida daquele homem,  para além do
democrático beijo e umas quantas novas bactérias,
ia ficar tudo igualzinho...

Publicado por cotadaembolsa em 05:40 PM | Comentários (6)

fevereiro 19, 2005

Raros momentos... (graças a Deus)



... em período de reflexão...

Publicado por cotadaembolsa em 12:02 AM

fevereiro 18, 2005

Cartas Abertas (porte a pagar no destino)

A Pedro Santana Lopes - Pois é, meu caro, eu bem queria dar-lhe na cabeça mas ensinaram-me que não se bate num morto.
O seu PPD-PSD, encarregou-se da tarefa por mim e já lhe deu o presente envenenado, o Durão vingou-se daquele célebre debate de Congresso em que lhe andou a meter nojo. Os "barões", estão só à espera do seu enterro, no Domingo, para lhe darem  a machadada final e como dizia um anónimo leitor, num comentário a estas tretas: «Eu sei que você sabe, o que sabe que eu sei», traduzido em miudos: Você, é  carne para canhão, querido.
Aqui entre nós, eu nem me importava de o ter como advogado mas para primeiro-ministro, se você o for, eu emigro. Olhe, deixe de me encher a caixa de correio com publicidade enganosa, invente uma crise nervosa e saia de fininho, enquanto pode, porque nós já sabemos que a  família a sustentar é maior do que o seu IRS.

A José Sócrates - Ó homem, deixe lá que lhe diga, você tem sido daqueles que nos promete uma "noite de sonho" e nos deixa à porta de Casa, com um frango de churrasco no papo e a pensar "mais uma noite perdida". 
Arda, senhor, arda. Pegue fogo, aqueça-nos a alma com esperanças e alentos, use lá o que quiser para atear mas ARDA de uma vez. Olhe, deixe lá de andar com a pateta da Edite Estrela na sua sombra, essa senhora, do mais pindérico que há, já deveria  estar, há muito tempo fechada numa sala, a corrigir exames nacionais de português. Irra, que a criatura é mais melga que o emplastro dos directos desportivos!

A Jerónimo de Sousa - Ora aqui está uma bela surpresa, vinda de "muito afinamento de máquinas". Sim senhor! Pelo menos, conseguiu meter o dedo mindinho pelo buraco da porta da sede do PCP. Parabéns! 
Será recompensado quando o povo se comover com mais "achaques" de afonia, quando conseguir derrubar o segundo muro de Berlim e  convencer o mundo de que, a China deve o «Boom» económico ao regime comunista e não à escravatura de mão-de-obra barata... Até amanhã, camarada.

A Paulo Portas - Desculpe, consigo não falo, desapareça-me da vista ... (Perdão, Helena Sacadura Cabral, com este seu filho desacredito as leis de Mendel e qualquer artigo sobre genética, ainda que, publicado na Science.  Este seu rebento, saiu um belo escroque... não fique triste, o "outro" compensa a perda.

A Francisco Louça - Contigo é "tu cá, tu lá, caldeireiros", senão não me entendes. Então é assim:
Tu assustas-me, pá, tu assustas-me. E tu assustas-me, porque eu concordo com quase tudo o que tu dizes, bom, tu limitas-te a criticar, é certo mas criticas com acerto e eu gosto disso. Aqui entre nós, eu não te vejo primeiro-ministro cá do feudo mas que fazes falta no parlamento, lá isso fazes.
Ouve agora um conselho aqui da menina:
Não leves esta coisa tão a sério, pá. Já te viste ao espelho? Tu não te ris, pá e carregas nos rr's como a porra, pá. Pareces um padreco, pá. Eu às vezes, estou assim a olhar p'ra ti, a ouvir com atenção o que tu dizes e até te vejo de batina, pá...
Olha, um destes dias, sai á noite com o Santana, bebe um copo, descontrai, depois umas massagens e tal ... vais ver que te sentes outro e a malta quer é festa, pá! Comes e bebes, presunto, surbias e futebol, tas a ver?

A George Clooney - ... Eu não queria ser repetitiva mas...
Já alguma vez lhe disseram que você é...é... um «pedaço de mau caminho»?? 
Ah sim?...já?...bom,...
E que você, de perfil, parece mesmo um primeiro-ministro, também?
Hum...ah, também já... 
E que você, sozinho, substitui um parlamento?? Esta é nova hem??... 
... Ah, já tinha ouvido também...
... Olhe amigo, eu não tenho muito jeito para estas coisas, não tem programa para amanhã à noite, pois não? 
Amanhã também é sexta nos States, pois é? 
Vai um "Oporto" pr'aquecer??... 
Ah vai? Ok, pronto, então venha buscar-me às dez, que ando meia chateada c'a política e preciso de um tónicozito.

A Congeminações e Canzoada - Porque raio é que eu não consigo comentar os vossos Blog's, hem?? Hem??? Porque raio é que me aparece uma conversa de que não estou autorizada, hem?? MAU!!

Publicado por cotadaembolsa em 12:40 AM | Comentários (7)

fevereiro 17, 2005

A Campanha... (de traseira)

Na recta final da campanha para as legislativas de domingo, dá-se o "tudo por tudo" na caça ao voto da minoria homosexual. Mister Gay, já veio publicamente mostrar o seu desagrado pelos assédios de que tem sido alvo nos últimos dias, negando, categóricamente, ter recebido convites para fazer parte do próximo governo.

Publicado por cotadaembolsa em 05:35 PM | Comentários (1)

fevereiro 16, 2005

Hem??DEBATE!?...Cais debate???

Pois é, a Cotada baldou-se p’ra política e foi ver a “Decaída” (não, não é nada disso que vocês estão a pensar, ele está óptimo), é simplesmente “La Traviata”, uma ópera em três actos, com música de Giuseppe Verdi (1813-1901), libreto de Francesco Maria Piave, baseado no livro de Alexandre Dumas (filho) "A Dama das Camélias". Estreou no Teatro de la Fenice de Veneza, a 6 de Março de 1853 e foi vista pela Cotada 152 anos depois, a 15 de Fevereiro de 2005, depois de a dita senhora perceber que, para lhe darem música em debates de campanha, preferia escolher a temática e quem lhe possuiria os tímpanos nessa noite.
Na expectativa de a persuadir a ouvir o debate televisivo, o candidato a tenor Jerónimo Sousa, passou as últimas 36 horas em treino, exaustivo, de “Belo
Canto” mas o melhor que conseguiu foi ficar afónico, não podendo sequer titubear o conteúdo do chip, com a voz do proletariado, que transporta atrás da orelha, desde saiu da oficina para ingressar no aparelho do partido.
Entretanto, a referida donzela, no Teatro, via-se aflita para conseguir perceber os ex-comunistas moldávos que, não obstante cantarem divinamente, asseguravam a “pés juntos” estar a cantar em italiano, o que aqui se mete em seríssima dúvida.

... Agora que, o Alfredo Germont anda metido com a Violeta Valéry, tipa livre, de festas, jóias e o diabo a quatro, que lhe estourou a massa até ao tutano e aquela desgraçada ainda teve que lhe aturar o pai, com lamechices moralistas, enquanto ardia em febre tuberculosa, dessa certeza é que eu não abdico!!

...Isto, quando mete paixão ardente, é pior que mau governo, ou uma tipa se protege, ou se não der falência, dá sarilho...

Depois conto-vos o resto, é que o canil está a fechar e de hoje não passa.

Publicado por cotadaembolsa em 08:12 PM | Comentários (3)

Promessas... só promessas...



«Não consigo!! Não consigo!!!
 Peçam-me tudo mas com este "Camafeu", nem pela Pátria!!
Ai, valha-me Deus, o que eu fui prometer!! 
Ai, que nem a posso despachar pró o Portas, ou pró Sócrates...»



...bem feito!

Publicado por cotadaembolsa em 11:20 AM | Comentários (3)

fevereiro 15, 2005

Lá no fundo,... uma "Incorrigível Romântica"...


Acho que não te cheguei a dizer quanto gostei do jantar de ontem... 
Dia de Namorados,... quem diria que, depois de tantos anos, seriamos ainda sensíveis a estas datas...
Há tantas coisas que não te disse, tantas coisas que nunca te direi... Coisas que, uma mulher, guarda só para si, até que a verdade venha à tona, como nafta poluente dos mistérios do Amor.
Mas tu, querias saber mais e perguntaste:
«- Ainda sentes ciúme??»
Olhei-te, sorri-te ternamente, pensei na minha vida, nesse sentimento bivalente, algures entre o ódio e a paixão, barómetro primitivo dos níveis de possessão...
Encontrei-o em mim, sim, sou humana...
Lembro-me, perfeitamente, da raiva, da vontade de "tomar à força" o que era meu, da alma mesquinha e atormentada, de me sentir moralmente nua, quando aquela cretina, nos últimos saldos, conseguiu chegar, primeiro que eu, aos sapatos e à mala que namorei toda a estação e respondi-te:
«- Sim amor, ainda era capaz de dar umas navalhadas.»

Publicado por cotadaembolsa em 10:49 AM | Comentários (4)

outubro 26, 2004

Possuída... (à falsa fé!!)



Precisarei de dizer mais alguma coisa?...

Publicado por cotadaembolsa em 06:39 PM | Comentários (13)

outubro 22, 2004

A "gente" não tem culpa!!

Manifestação

Conceito

Substância associada

Luxúria

Desejo ardente por sexo

Ÿ Testosterona

Atracção

Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance

Ÿ Altos níveis de Dopamina e norepinefrina

Ÿ Baixos níveis de serotonina

Ligação

Atracção que evolui para uma relação calma, duradoura e segura.

Ÿ Ocitocina e vasopressina

Agora sim, está tudo explicado!!

Afinal esta história de amores e paixões, não passa de um  cocktail explosivo de "inas" e "onas" que acaba naquela "pedrada" que deixa uns de gatas e outros, mais ou menos, deitados.
Uma coisa é certa, a partir de agora, só acredito nos que apresentem, também, análises endocrinológicas.


...vou tratar da comissão com o Laboratório.

Publicado por cotadaembolsa em 09:01 PM | Comentários (8)

outubro 21, 2004

Paciencia??...só para sapatos...



hoje, estou com uma preguiça monumental... volto mais tarde

Publicado por cotadaembolsa em 08:03 PM | Comentários (6)

outubro 20, 2004

Juro que foi só UM!


Pronto, tá bem. Pronto, não te enerves, ninguém te entende, eu sei...
Todos te interpretam mal...
Tens razão, querido...
Mas agora, diz aqui ao teu «chou-chou», aquelas atoardas todas,...

Foi só mais um "chutozito avulso", em homenagem aos velhos tempos, ou tavas a falar a sério?
Olha que assim ninguém te dá "gorjas"!!
 ... Vai uma "passa"?

Publicado por cotadaembolsa em 07:16 PM | Comentários (7)

Agora, ide fazer queixa à Liga!!!

Ontem jogou-se Canastra lá em casa...
Nada demais, uns canecos, uns tremoços, chá e Cream Scones.
Convidei o mulherio do costume e as "mortas de fome", não se atrasaram nem um segundo.
Desta vez, não disponibilizei cadeiras para ninguém, ficaram de pé apesar dos protestos (uma guerrazita de nervos antes dos jogos desconcentra muito o adversário, sobretudo quando jogamos no nosso terreno).
Tinha-a toda estudadinha (vi na televisão como se faz),... desta vez ia ganhar uns trocos valentes e as tipas, levavam para Casa um frio desgraçado nos bolsos e as cruzes arrampanadas.
A coisa não correu bem...
Eu quero lá saber de ter sorte ao Amor!!

Perdi e saltou-me a tampa! Vai daí, puxei o micro e disse-lhes tudo!

- Sois umas badalhocas do carago, é o que é! 
O filho daquela, é bastardo até aos ossos!
E tu aí, andas a roçar-te há anos com o psiquiatra do teu marido!
Não as defendas, ó parvalhona, pensas que não sei  que, quem  te paga o champanhe, é o marido desta infeliz??

(obrigadinha pela ideia, ó Vieira, estas anormais já me andavam a meter nojo há anos!!)

...Canastronas!

Publicado por cotadaembolsa em 05:52 PM | Comentários (1)

outubro 19, 2004

Noites mal dormidas...


Este é um período de importantes decisões, de momentos "a sós" e introspecção profunda.
Como resultado disto,...tenho tido pesadelos horriveis...


Publicado por cotadaembolsa em 08:26 PM | Comentários (6)

outubro 15, 2004

«Os Miseráveis»

Gostava de pensar que, a passividade dos portugueses não se deve aos "brandos costumes" mas ao silêncio do predador que espia a presa, antes do ataque mortífero.
Provavelmente não é assim.
Continuamos a funcionar na base da critica muda e o resultado está à vista. Temos no Estado um «Pai que rouba os Filhos» e um Povo que é a «Mulher  agredida, silenciosamente, pelo Marido».
Amo o meu País e a minha cultura mas cada vez menos, me identifico com a «estranha forma de vida» que estamos a inventar para a nossa prole. Chegamos a ter medo de trabalhar! Se cheirar a dinheiro atraímos os abutres!
Vejo-me hesitante em levar a cabo um projecto de "iniciativa privada" por ter receio que me levem o coiro antes de o por a render!!!
O que raio esperamos para levantar a Voz?
Onde pára a oposição?
Onde foram os sindicatos?
Onde está a audácia e a coragem do povo das descobertas e conquistas?
Cá por mim, ia para a rua protestar...  não seria a primeira vez...
...a merda toda é que, o povo, é mesmo miseravelmente sereno.
Portugueses, tende vergonha... não mereceis mais que isto.

Publicado por cotadaembolsa em 06:43 PM | Comentários (9)

Meu e do Flavio,... "pra vocezes" todos!


MENSAGEM DE ESPERANÇA

Depois do tempo das vacas gordas,
virá o tempo das vacas magras
e depois do tempo das vacas magras,
virá de novo o tempo das vacas gordas,

 ... o mais importante de tudo isto é que,
vacas, nunca faltarão.

Publicado por cotadaembolsa em 08:51 AM | Comentários (3)

outubro 14, 2004

Motos e Modas...


Ah, se soubesses a emoção que senti quando me olhaste e disseste:
«- Sei que gostas de motos, levar-te-ei a dar um belo passeio!»
Percebi quanto te preocupavas com os "meus agrados" e logo ali, ajudada pelo Gin, me vi de cabelos ao vento, agarrada a ti, desafiando o mundo em ZigZag's...
Sonhei um mundo sem limites e uma existência sem semáforos...
Imaginei-te cavaleiro de 200 cavalos, velas limpas e sela dividida...
Nas asas de Pegaso, abraçada ao teu troco musculoso, senti-me uma fêmea indefesa nas mãos de seu macho, quanto te amei neste sonho embriagado, meu amor...
... Sim, eu bem sei que neste Inverno se usam Rosas, Bordeaux's e Castanhos mas até que domines o Pegaso, vou tentar manter-me sóbria.

... Não estou assim tão segura, se tais cores me irão bem, ao tom da pele...

Publicado por cotadaembolsa em 12:04 AM | Comentários (6)

outubro 12, 2004

Sim Senhor!!! Grande Discurso!!!



«Somos todos livres»

(Pedro Santana Lopes, Primeiro Ministro de Portugal)


Estou Atónita!! Descobri,  o quanto sou parecida, com o "Nosso Primeiro":


Ambos fazemos um grande frete ao falar de coisas sérias;
Ambos sabemos que, se a Vida é curta , é melhor que seja gasta em festas e não em funerais;
Ambos gostamos de locais "in" e gente gira que usa bons cremes;
Ambos gostamos da leveza de não ter que acabar o que nos apeteceu começar;
Ambos achamos que, não vale a pena chatear o "povo", quando o "povo" já tem muito com que se incomodar;
Ambos falamos da superfície, se esta for mais bonita que a profundidade;
Ambos sabemos que um "ar" envelhecido dá mais crédito às palavras de um Homem;
Ambos pensamos que, é " o gajo chato" que deve falar de " assuntos chatos";
Ambos achamos que, se não for possível fazer filhos, devemos fazer simulacros;
Ambos somos  eternamente, "jovens navegadores", quando tudo o resto virou "velho do Restelo"...

A única diferença é que,
Eu sou livre para ser tudo isto, Ele Já Não!

... Ajudai-me Senhor, a não atingir o último grau no «principio de Peter»

Publicado por cotadaembolsa em 12:11 AM | Comentários (7)

outubro 11, 2004

Decorar... (com Arte)


- Pois é querida amiga, tens mesmo que te acalmar, o respeito pelo espaço de cada um é fundamental, não podes levar tão a peito que ele se divida de
"temps en temps".
Sabes o que te digo?
Se queres ser feliz e dormir descansada, olha o teu homem como um "pombo correio", lança-o livremente e goza o prazer de o ver voltar.
Nunca protestes, nem grites porque, às vezes, as palavras são supérfluas.
...lembra-te apenas que, para ele, como para ti, não há WC como o da "vossa Casa"...
Vamos escolher a moldura??

Publicado por cotadaembolsa em 09:36 PM | Comentários (1)

outubro 10, 2004

As piores "facturas"...


Despedida


Na estação na tarde o fumo
O rumor o vaivém as faces
Anónimas
Criam no interior do amor um outro cais

As lágrimas
O fogo da minha alma as queima antes que brotem
(
Sophia de Mello Breyner Andresen)



Raios,... quanto detesto despedidas...

Publicado por cotadaembolsa em 11:37 PM | Comentários (4)

outubro 04, 2004

Pausa...



Aproveitem bem o feriado!

Aqui a menina, vai aproveitar a semana toda porque, é boa rapariga e merece.

Até breve!

Publicado por cotadaembolsa em 06:01 PM | Comentários (7)

outubro 03, 2004

Natureza!... (humana)


Naquele fim de tarde, abraçaste-me e sussurraste-me palavras loucas ao ouvido.
Deixaste as mãos deslizar, docemente, sobre as minhas pálpebras e senti que, com vigor, os teus dedos me acariciavam o pescoço. Girei-me.  Os meus olhos penetraram os teus e nesse olhar, disse-te tudo.
Em espasmo, estiquei os braços, apertei o volante com quanta força tinha e deixei suavemente cair a cabeça para trás. 
Ainda hoje lembro o frémito das folhas daquela árvore, vibrando ao ritmo do nosso amor...

E pronto, assim do acidente não recordo mais nada...

Publicado por cotadaembolsa em 11:53 PM | Comentários (9)

outubro 02, 2004

Labor, Caritas, Fides

O Luso-Francês foi a minha segunda Casa.
Ali passei anos a fio,  anos que apelido  "Os melhores da minha vida". É com enorme orgulho que vejo, de forma recorrente, esta notícia. O " Meu Colégio" está, há já muito tempo, cotado entre os melhores no ranking das classificações nacionais.
Li, de sorriso nos lábios, esta notícia no Público de hoje e se por um lado me revi nas palavras da irmã Helena, não pude deixar de entender, na plenitude, os sentimentos destes alunos com idade para serem meus filhos. De facto, aqui interessam os resultados em termos quantitativos mas o Colégio pauta a sua acção, desde sempre, em resultados qualitativos que marcam cada um nós, alunos e ex-alunos.
Tenho com esta Casa uma dívida de gratidão. Em cada dia percorrido, encontro nos ensinamentos do Colégio, apoio e segurança.
Não vou aqui falar de "matérias", a aprendizagem é um processo dinâmico que envolve uma preparação total e correcta para a Vida. Entre "brilhantes académicos", não é difícil encontrar "energúmenos morais".
O Colégio ensinou-me a estar à mesa, a comportar-me, a respeitar os outros e a perdoar. Deu-me disciplina e mais importante que tudo o resto, ensinou-me o valor da Lealdade e do "Espirito de Grupo". Ali não havia "culpados" nem havia acusações. O grupo, respondia com igual grau de responsabilidade, pela "reprovável acção" de cada um dos membros. Dentro do "clã" eram resolvidos todos os problemas porque cada um fazia parte de uma mesma comunidade.
Aprendi o significado do autocontrole,  gerir a dor e o sofrimento como processos de restruturação e evolução interna, capazes de me tornar mais forte e apta. Tenho para mim que, independentemente dos ideais ou das convicções, só passa a sua mensagem de forma eficaz, quem se preocupa com o valor da "Elegância" nos comportamentos e nas palavras.
"Casa de pais, Escola de filhos", estas foram as palavras que a Madre Directora dirigiu aos meus pais, no dia em que me casei na Capela do Colégio.
Mas eu casei em "Casa", sou dessas felizardas que, para além de "matérias", aprendeu a estender, globalmente, a noção de "Família".
Alguém me saberá dizer, se o insucesso em "Matemática", é mais grave que a "Crise de Valores"?
Ou estará tudo "interligado"?...

Publicado por cotadaembolsa em 11:58 AM | Comentários (5)

setembro 30, 2004

Coisas para voar...


E nesta imagem, temos um avião normal e um airbus.



(Assim não dá, assim não dá mesmo...Desculpem lá, vou ali recompor-me)

Publicado por cotadaembolsa em 06:51 PM | Comentários (3)

"Al-khimia"

Cheguei tarde e jantei só.
Castigo absolutamente merecido, para quem nasceu em conflito com a “noção de pontualidade".
Não sei bem o que jantei, agora que já passou, apenas me lembro de ter devorado o, sempre desconcertante, Telejornal, com uma tranquilidade pouco vulgar.
No País,  apenas uma fraca Tragicomédia Grega, indigna do Teatro de Siracusa. 
Felizmente ninguém nos conhece lá fora, felizmente a vergonha fica dentro de portas como em “Casa de Família honrada”.
E para quem não sabe, a consequências política que a Ministra da Educação retira, da balbúrdia que esta a levar à loucura os que ensinam os nossos filhos, é:
«Ser Ministra da Educação, dá imenso trabalho».

Brilhante...
- Cara Senhora, espero que não durma esta noite. Far-me-à companhia, é que, não sei em que estado de descompensação estará o professor a quem vou entregar a filha e isto preocupa-me um bocadinho.
Menos mal que, vamos à cabeça da manada em alguns pontos comuns a paises desenvolvidos. Os portugueses estão mais gordos, sofrem mais do coração e têm o colesterol elevado. Em vez de beber, comemos para esquecer a desgraça, tá visto.
Libertaram as Simonas italianas. Fiquei satisfeita. Raramente acontece.
Quando nos aventuramos a comparar as mágoas caseiras, com as Notícias do Mundo, achamos que a nossa simples "vidinha de Casa", em nada fica a dever ao Éden.
Lá fiquei a ouvir as Simonas e a rogar pragas à tradução simultânea, porque aquela gente eu gosto de ouvir sem mácula:
«Eles pediram-nos desculpa e queremos voltar ao Iraque».
Inicialmente, o paradoxo pareceu-me ter por base o clássico fascínio raptor/raptado, depois percebi que se tratava apenas do poder das ligações afectivas, a uma cultura e a um povo. Estas italianas viviam no Iraque há já alguns anos. 
Apesar da minha obsessão por novas culturas e "modos", conhecer "um árabe" nunca foi sonho que alimentasse. Não tenho nada contra árabes ou contra a sua religião mas não gosto de extremismos, sejam políticos ou religiosos e eles são exímios no exagero.
Pois é, mesmo assim, conheci.
A Latifa e o Majid são, tão só, o Recuerdo de mais uma viagem.
Bom, não daquelas minhas Viagens Refrigério, em que vou ao Deus dará, e seja o que Alá quiser. Esta, foi particularmente programada e por isso saiu da pior maneira possível.
A páginas tantas, estava presa na “Jaula Dourada Resort ***** ”, e tudo mais era deserto.
Antes de cometer uma loucura, mas já depois de ter dito mal da minha vida, vezes sem conta, aparecem-me estas duas figuras, provando que o velho lema de que «nada é perfeito», é valido para as imperfeições.
Não sou de desconfiar sem motivo, mas confesso que quando percebi o arabesco da coisa, me meti a olhar para o ar à procura de aviões descontrolados contra o meu Resort.
A vida só me prega partidas e afeiçoei-me às criaturas. Devo aqui dizer que, tudo começou por um voluntariado forçado. As criaturas afeiçoaram-se a mim ainda antes do assunto ser paritário. Para todo lado onde ia, os árabes preenchiam a minha sombra.
Pensei no meu passado, vasculhei o mais profundo fosso das minhas anteriores vivências e não me lembrava de ter insultado o Corão.
Bom, «querem ser mesmo meus amigos», pensei.
O meu francês saiu manco (imaginei o exemplar castigo que levaria se a "Ma Mére" me tivesse ouvido pontapear os verbos de forma tão deselegante. Personifiquei a desonra do Franco-Colégio). Mas como de costume, lá me safei sem grandes vergonhas, se pensarmos no que teria sido uma tentativa de balbuciar um "se" na língua mourisca.
Deliciei-me durante 7 dias.
 Sorvi, avidamente, cada "conto" sobre os seus costumes e apenas os perdia de vista nas horas em que recolhiam ao quarto, para as 5 orações diárias, ou para fazerem amor (aqui entre nós, aposto que em igual número).
Assisti a algumas orações boquiaberta. Ficava no jardim do hotel, contíguo ao seu quarto esperando-a, já pronta, para nova viagem aos Shopping’s a 50 km da Clinica de Luxo enquanto ela, consumista exacerbada, se lavava a correr, vestia a túnica, metia o lenço, estendia uma toalha branca no chão e se voltava de joelhos para Meca que, quando não sabemos onde é, basta virar o rabo para o oceano (as coisas que eu aprendo...).
Não estando particularmente interessada na inspecção da segunda actividade, vim mais tarde a saber que a Latifa não usava verniz porque, após cada contacto sexual, a água deveria tocar todo o corpo, primeiro do lado direito e depois esquerdo. Assim sendo, se a coisa fosse como eu asseguro que era, a acetona seria mais premente que uma mala de mão. Também achei bem que não usasse verniz.
Penso que o Paraíso da minha amiga árabe não diferia do meu, à falta de melhor, uma eficaz sessão de compras servia perfeitamente.
E quanto compramos Deus meu...e quanto compramos Alá seu...
Nos últimos dias, ofereceu-me a Vuitton que eu namorei toda a semana, sorriu-me com um sorriso largo e infantil e beijocou-me no meio da rua. Não costumo gostar destas manifestações publicas de afecto mas talvez pela Vuitton, talvez pela transparência da sua alegria, gozei a fundo esse momento.
Vou visitá-la um dia destes.
Vou telefonar-lhe amanhã... acho que ainda não lhe disse que o meu bisavô era judeu.

Publicado por cotadaembolsa em 12:42 AM | Comentários (5)

setembro 24, 2004

Solidariedade com limites

Em acção solidária, com os colegas informáticos, responsáveis pela aplicação de "Colocação de Professores", estava decidida a oferecer a minha modestissima ajuda...
Entretanto, esta manhã, já defronte ao Ministério da Educação...

...mudei subitamente de ideia.

Publicado por cotadaembolsa em 06:01 PM | Comentários (7)

setembro 21, 2004

Eu Cotada, me confessEI...

E pronto, num gesto singelo da mais elementar justiça me apresentei, da forma possível, aos meus amigos.
Eu cá sou pela paridade, nem que isso custe o strip despudorado do frontispício. Agora, aqui nua em exposição é que não vou poder ficar para sempre, não arrisco a gripe que  me pode privar da vossa companhia...
 Assim sendo, vesti-me e fui tratar de vida.
Já vos disse que foi um prazer? Não??

...mas foi.



(cá ficarão os vossos/nossos comentários que, eu nao quero que me chamem coisas pouco democráticas)

POST DE 19 DE SETEMBRO DE 2004 

Eu Cotada, me confesso...
«Queridos amigos,
pelo que já pude perceber, o jantar da “Nata da Blogada” correu da mel
hor maneira... e que outra coisa seria de esperar?!
Bem gostaria de vos dizer que, a minha ausência se deu pelos melhores mo
tivos mas... eu era lá capaz de vos mentir...
Deixo aqui bem claro que, apesar de não ser uma tendencial Cusca, mal posso esperar para ir ver as fotos que a M. fez da marabunta toda!! Estou que nem posso...
Mas como não quero que digam que vos vou espiolhar o frontispício sem dar nada em troca, assim estava eu, ontem, à hora do vosso jantar. Pois é, uma fotografia feitinha a pensar em vós, ainda com toda a inveja de quem não salta o próximo encontro, nem que a vaca tussa!!!! A todos vós, um enorme «Bem Haja», pelas palavras e pela vossa presença por estes lados.»

Publicado por cotadaembolsa em 11:44 AM | Comentários (19)

setembro 20, 2004

Pecados meus....

Gamei o David!!! Sim, gamei-o!!!
A primeira vez que o vi, tinha  20 anos e usava calças rotas nos joelhos (agora é diferente, rompo os joelhos a trabalhar e tapo com calças caríssimas), foi marcante,... 
Oh,... se foi... 
Desde então, foi a busca incessante pela perfeição correndo qualquer risco, até o de ficar solteira para sempre. 
Lindo, perfeito, grande, silencioso, impassível fizesse eu que caretas fizesse, comprasse eu as lojas e armazéns que comprasse. Ele não ocuparia a casa de banho, não perguntaria o que era o jantar.  Mal eu chegasse, ele estaria pronto para me mostrar o que de bom havia em Esparta...
Fiz mil fotos ao seu lado,... bom, e ao lado de outros que nisto, eu antes de escolher, selecciono!
Tantas vezes ali voltei. Tantas vezes o amei cá de baixo...
Depois regressava. E amanhava-me com o que havia de loiros pelas redondezas mas pensava sempre nele, um pouco ao jeito daquela música "Estou fazendo amor com outra pessoa mas o meu coração será para sempre seu", música que, nunca deixou de me impressionar e que sempre usei em noites de ressaca, para provocar mais rapidamente vómito.
Mas porra, agora tenho quase 40 anos, já não podia continuar a amá-lo em silencio lá longe no seu pedestal. 
Vai daí, gamei-o!
Mas, a meia-idade é exigente e uma balzaquiana ambiciona o prazer tangível dos defeitos "deles".
Gamei-o na altura errada e não fosse eu uma mulher pragmática, tinha um mamarracho a enfeitar a sala, assim me perdoe Miguel Angelo a blasfémia, sem mais delongas, empreguei o David. 
Atesta-me o depósito, com a paciência estóica necessária a uma mulher do meu tipo. Não protesta e apesar de assustar meio mundo,  lá leva o cartão e vai pagar.
Quanto a mim (Ah, bem sabe quem me conhece...), tenho um grande e velho problema resolvido: 
Acabaram-se os vapores a gasolina!

(Alugo o David à hora, caso as minhas queridas estejam interessadas. 
Haverá alguem que se atreva a chamar-me nomes feios???)

Publicado por cotadaembolsa em 10:06 PM | Comentários (7)

março 03, 2004

Passado...

março 2004



Eu só queria...ir para Casa!

 

Há dias complicados na vida de uma simples mortal.
Deixei-me ficar a
"apagar fogos" até às quinhentas, qual funcionária pública
sensível à crise do País que, depois de ter batido com a cabeça na
parede, durante o duche, fica alheia ao quanto lhe vem sendo tirado.

Eram 22.00h.
Achei que chegava! - «que se lixem os aflitos»,
pensei.

Antes que a fome me tornasse violenta, resolvi "alçar o rabo"
da cadeira, espreguicei-me, (posso fazê-lo desde que, há 5 anos,
avariaram as câmeras de vídeo) tapei o umbigo descoberto pela espreguiçadela
clandestina e meti-me a caminho do merecido jantar.


Se há algo que me agrada, são as coisas que dou por certas
.

O jipe é
de uma fidelidade canina, (nos tempos que correm temos que nos ligar a
qualquer tipo de fidelidade, afinal, a maioria acha que, de facto, esta
é mesmo só para cães... ainda que não o revele) gosto de o encontrar
ali direitinho, no parque à minha espera e sobretudo gosto do seu
paciente silêncio. Neste espirito, de tranquilo "dejá vue",
atirei a pasta para o banco de trás e lá subi a rampa do parque.


Nem tudo era "dejá vue"...
depois de atinar com o buraco da
chave magnética, que de novo me obrigou a revelar o umbigo, pensando
que o esforço seria recompensado, em calorias, momentos depois, percebo
que a saída estava tapada por dois carros.

Estavam estrategicamente colocados de modo a impedir que eu engordasse
umas gramas nesse dia.

Cancela aberta, jipe "meio dentro, meio fora", qual rapaz
virgem na primeira noite de amor e eu sem perceber "puto", da lógica
de semelhante estacionamento.

Esperei.


Sou uma mulher que dá valor às "esperas", aprendi isso há
pouco tempo mas agora dou-lhe muito uso. Já vou contando até 10, antes
de me "saltar a tampa", e tem resultado muito bem.


Contei até 20. Estava já no 21 quando vejo a condutora do carro de trás,
sair como louca do seu "buldozer". Já viram abrir a jaula a
um leaozinho? Pois...foi igual!

Porta escancarada, atirou-se à porta do carro da frente como eu me
atiraria, naquele momento, a um prato de "penne rigato e funghi
porcini"
.

Bom... a metáfora acaba aqui mesmo. Eu nunca insultaria, com semelhante
ênfase, o dito menu!

Fui acompanhando os movimentos, atónita. Claro que, não aceitei como
hipótese uma crise alucinatória por hipoglicemia
, aquilo era mesmo
real e eu, sem pagar bilhete, assistia em cadeira de orquestra.

«Seu filho da p..., é isto que andas a fazer, cabrão!! Andas aí
com essa vaca a tirar o pão aos teu filhos!! achas que sou tua criada,
estafermo?!!!....»


Comecei a perceber.
O homem não saia do carro, ela dava chutos na
chapa, a torto e a direito, e assim como assim, eu cá também não
tinha saído!

 A "acompanhante" do "estafermo" voltou a face
na direcção do meu jipe. Não recordo de ter visto semelhante "ar
de pânico", desde que me vi ao espelho, quando anunciaram a vitoria
do PSD e o nome da nova ministra das finanças.


A "desvairada", girou 180 graus e distribuía murros,
indiscriminadamente, no vidro por onde a outra infeliz  me havia
pedido, mudamente, ajuda.

Eu, simplesmente continuava ali, com a cancela em jeito de guilhotina
sobre os miolos, que começavam a ferver. Não era prudente sair...mas
saí.


- Desculpe, eu queria...

- Olhe-me este filho da p... olhe, olhe, testemunhe!! Tas a ver ó minha
besta, esta Senhora esta aqui para ir comigo a tribunal , cabrão. Sabe,
minha Senhora, ele já nem tem tusa! Não chega para uma, imagine para
duas! Quanto lhe pagaste ó "Zé Merdas"?!


Fiquei a saber que ia a Tribunal...eu...que só queria um pratinho de
caldo quente...

- Eu só queria...

Mais meia dúzia de murros, desta feita no capot, abafaram o meu
pedido.

Eu já devia estar habituada, de facto o meu temperamento e o
"ar" de quem está sempre bem, faz-me ouvir muito e não ter
tempo para desabafar nada. Agora é fácil, frequento-me muito mais
desde que percebi que, só eu me ouço, quando alguma coisa me estraga
os dias.

Insisti, suspeitando que ela não me tinha ouvido.

-Eu só queria...(tirar o carro, se não fosse muita maçada...)

Não tinha resultado de novo, a Senhora, despenteada, tinha-se enfiado
no seu "tractor" e de porta aberta engata a primeira.

 Acalmei-me por segundos. Vai de porta aberta, para arejar, mas
vai!

Foram mesmo poucos segundos.

Espeta-se contra o carro do "traidor" com a raiva de uma
partida de Formula 1.

Estranhei a inércia dos
"amantes". Acho que já me tinha posto a andar, a
alta velocidade, nem que levasse com a "mulher policia" no
encalço até Coimbra...mas enfim, nestes momentos da vida, o cérebro pára
mesmo... suponho.


O "estafermo" saiu do "casulo". Ainda bem. Bem
vistas as coisas, estava já tudo dentro das "tocas" e eu cá
fora, a apanhar correntes de ar.

Arrancou a "desvairada" do leme e preparava-se para atirar
borda fora, um par de murros naquele capot com olhos.

Aqui, meti-me!

Se agredir a Senhora, garanto-lhe que vou mesmo a Tribunal e por
outros motivos!


Olhou-me. Aposto que pensou: «Quem é esta gaja?? Será do Apoio à
Vitima?? Terei andado com ela, na noite da bebedeira do
Porto-Manchester??»


O que concluiu, não sei. Certo é que, largou os colarinhos da
"leoa", meteu-se no carro e desandou.

- A Senhora está bem?

Chorava copiosamente.

Voltei ao "jipe abandonado" e trouxe uma "mãozada"
de lenços.

Limpou o rosto com o monte de papel amarfanhado, sem me responder,
agarrou-me o braço e olhou-me com profunda dor.

- Tenha calma, tudo se resolve, vai ver. Agora vá para Casa e
tome um banho quente. Quando se acalmar, lembre-se de uma única coisa:
Não nos interessa um homem que não se interessa por nós.


Jantei às onze e meia... Mal... 

Perdi a vontade entretanto e tive que
fazer um pouco de cerimonia. Ao meu lado, como visita inesperada, percebi que tinha comigo o olhar, semeado de dor, de
uma mulher que não conheci.





 



Crises da "Meia-Idade"

 

Lá por não me apetecer falar de notícias e conhecer os escaparates,
modelos, tamanhos e cores das farpelas e acessórios, de cada loja da Invicta, não
pensem que "vim à tona com a cheia do ano"
!!

Já percebi, há muito, que só há dois tipos de gente: Os que se riem da porra
da Vida e os que levam "isto" a sério
. Os primeiros acompanham-me.
Os segundos, por serem potencialmente perigosos, estão debaixo de olho. Aos
primeiros, olho de frente. Com os segundos, uso a visão periférica e o sexto
sentido.

Estou a habituada a isto como a respirar, um pouco como qualquer condutor de
meia idade que conduziu motas quando era adolescente, habituei-me a usar a visão a
360 graus para não "lixar o lombo".

Gosto da Vida "como o caraças". Por "default", acredito em toda a gente
até prova em contrario.

E observo... Ah! Se observo...

Nasci para "critica social, não destrutiva", se quiserem.

E ao que vem este "paleio" introspectivo??

Ora bem, um destes dias, li na Pública (revisteca do Público),
um artigo que achei muito interessante "Eles só se apaixonam aos
cinquenta"
, gostei do título e aventurei-me por ali fora. Não
vou "chimpar" aqui com o conteúdo que era uma chatice monumental, mas
conto-vos um bocado da história. No fundo o artigo é baseado em vários
estudos sociológicos. 

Achei interessante, que ninguém concordasse com ninguém quanto às
"causas", mas isso também já normal nos estudos de Sociedade.

Não obstante, a ideia base sustem que os Gajos, em geral, andam aos
"saltos", a experimentar lençóis dos 30 aos 40 e a partir desta
idade, cansados, tementes a Deus e à velhice, assentam arraiais com a "Gaja
da Vida deles", que pode ser uma mulher mais nova ou a «mulher de
sempre».

 
A partir desse momento, vivem uma paixão alucinante, tornam-se
pacientes e altruístas.


Isto, diz o Artigo da minha homónima, Maria João Guimarães.  




Agora vem o que digo eu...

CONCORDO ABSOLUTAMENTE!!

E a nós mulheres, o que nos traz a "Meia Idade"???


Isso mesmo! Rugas, cabelos brancos, pele flácida, mamas caídas e um rabo que não
passa de um enorme triângulo invertido... mas traz também, para nos
compensar, muita Sabedoria
(de que poucas sabem fazer uso).

Já deixei por aqui a ideia, de que estou como "peixe na água" na
condição feminina. 

Não considero que a Mulher deva deixar para segundo plano a sua imagem, em prol
da evolução do intelecto. O binómio "Corpo e Alma" anda sempre de
mãos dadas e o "Homem" tem sempre tendência para o "Belo"

Qualquer palerma com uma "tóla" brilhante, se tiver uma figura grotesca, não
passa ao "Outro" metade da sua mensagem. 

Gostamos sempre de uma mente sã num corpo são, sejamos homens ou mulheres.

É uma pena que, muitas Mulheres, não percebam que a "Sedução"
é uma arma potentissima, que se aprimora com a maturidade, pronta para dar
origem aos melhores resultados, desde que, usada com classe e dignidade
conscientes. Levo murros no estômago, cada vez que percebo que o sexo feminino
é profundamente autofágico em confronto com o espirito corporativista do sexo
oposto. 

Nenhuma "associação", cujos membros concorrem entre si, é Vencedora
de coisa nenhuma
mas tenho fé que, um dia, nós Gajas, iremos TODAS
perceber esta evidente realidade.

Até este dia, MENINAS, não passamos de uma cambada de Chatas!!!

Depois, é evidente que, só aos 50 anos "eles" nos aturam e a única alternativa
que resta é a "Paciência do Cinquentão" ou o PROZAC!!!!

Não abdico das minhas "passeatas sociais" de sexta ou sábado à
noite. É um refrigério para a mente e uma "fonte em bica" de dados,
para estas análises antropológicas.

Vou percebendo que, os "Bandos de Meia-Idade" que frequentam a
"noite", à procura de complementaridade, variam segundo o sexo,
apesar de apresentarem muitos pontos em comum. Normalmente, giram em grupos 
mas a palavra "companhia", aqui, tem um significado diferente...
é apenas uma "solidão" acompanhada
. Os diálogos, são
essencialmente altares da "cultura do Eu", em que todos falam de si
mas já ninguém ouve. Não há tempo a perder no conhecimento do Outro, quando
"dentro de Si" não estão resolvidos os problemas.

Aqui começa a grande asneira!

A procura da "auto-estima" nas palavras alheias, é o mais errado
processo de sobrevivência na idade adulta. Tenho para mim que, ou nos aceitamos
com virtudes e defeitos, a sós ao espelho, levando o tempo que for preciso, ou
estamos literalmente "tramados". Só uma condição de paz interna,
nos dá a tranquilidade para ouvir o "Outro".


A verdade é que, constato uma tendência para "os medos e traumas",
muito mais acentuada nas mulheres do que nos homens.

Minhas senhoras, os traumas são para as Caloiras.

A maior desgraça, tem sempre uma parte irónica e é a oportunidade ideal para
perceber que, o que não mata, nos faz mais fortes.

A nossa "Metade" existe, pode é não estar para aturar as paranóias
que cultivamos com o tempo...

Estou consciente, das vantagens do "Amor Adulto", descobertas por alguns "cinquentões sortudos". Lamento é que, tantas mulheres desta
idade e até mais jovens, estejam hoje sozinhas, apenas porque se deixaram
"morrer" antes do tempo, com medo de Se enfrentar na altura
certa...

E agora "ponham-se a mexer", toca a Amar a "torto e a
direito" que é Primavera e... 

o Amor não tem idade!





 

 


«Se algum dia fui feminista, foi apenas por não conhecer os homens.
 
Desde que os conheço, apenas sou feminina»

 


 





AIDA...os bastidores...

 

As
coisas não tinham começando bem. Mas lá no fundo, sentia-me mais rica
500 Euros, agora que tinha conhecido a faceta "magnânime" do
Agente X.

Depois do meu "melhor papel" destes últimos anos, podia
finalmente ser uma justa espectadora do "papel" dos outros.
Com estes pensamentos e o "bife" já no "papo", lá
subi Passos Manuel com as reclamações da M.

- Não vás tão depressa, não vás tão depressa!


É verdade, sempre andei a passo largo. Ainda me lembro quando saía
"fardada" do colégio,  julgando ter as amigas ao lado, já
vinha a falar sozinha há horas, com o resto da "manada" 10
metros à retaguarda. Continuei assim. Fiz um breve intervalo nos tempos
de Faculdade, como vivia de noite e ia a dormir de Taxi para as aulas,
as distâncias do resto do grupo tornavam-se ainda maiores e eu
afastava-me bem mais depressa.

Bom... devaneios...

Lá entramos no Coliseu, no meio da heterogeneidade de bilhetes e
indumentárias. Desta vez, olhamos para a "porta de serviço"
com ar de desdém e entramos pela "Porta Grande"!

Não sei bem porquê, tenho sempre o número 13. Os momentos altos da
minha existência escolhem o "13" numa assustadora série de
coincidências que dão que pensar. Fiquei feliz, portanto. Era a
garantia necessária para que o espectáculo fosse sublime. A M. estava
no 11, presumo que também ela feliz porque tem a mania das capicuas.

Mas estas considerações, sobre a parte numérica da "Coisa",
não vêm ao "Acaso"!

Se até aqui estava tudo no sitio certo, deixem-me falar de quem estava
no 15, ali, coladinho a mim!

O nome não sei. Idade? Uns bons 65 anos sem que esteja absolutamente
segura. Mas o que sei com toda a segurança, é que a criatura tinha
comido saladas com cebola ao jantar e não tinha tido tempo de lavar os
dentes!! E nesta aposta meto até a cabeça!

Meus amigos, um suplicio chamado "AIDA de Verdi"!

Passei 3 horas a cheirar a estola de pele, quase sem ar e acabei
praticamente sentada no colo da M. a ocupar mais o 11 que o 13.

Não é justo! Não é justo, pronto! Eu estava com uma das melhores
cadeiras da sala, com a melhor das disposições para ver aquele "Dramalhão"
e uma simples salada de cebola arruina-me todos os planos!

Queria aqui deixar um conselho a todos e uma sugestão àqueles meninos
girissimos que agora pululam nos Teatros, a ajudar os
"ceguinhos" a encontrar a sua cadeira:

A Vós, "Povo
em Geral"
:
Lavai-vos sempre bem mas sobretudo se ides ser "cheirados";


Aos "Borrachos Lampião": Cheirem o Povo
à entrada e aos reprovados, mandem-nos para a "Galeria Sem Marcação",
sem apelo nem agravo!



Vereis, depois, que o Mundo se torna um lugar melhor, onde é bem
mais aprazível viver.





 



Um AutoStop... diferente...




Ontem foi dia de Ópera, mas dela falarei mais tarde...

É sempre assim, quando espero a chegada de um momento qualquer, durante
meses, as coisas nunca correm como o planeado. Acho que sou uma mulher
de improvisos e de imprevistos.

Tinha conseguido um óptimo bilhete de Tribuna ("mal feito fora",
comprei-o em Janeiro e paguei uma fortuna).

Ter um bom bilhete, para
quem não leu o meu "post" sobre as condições do Coliseu do
Porto, significa que me posso vestir normalmente, sem ter de comprar uma
farda de trabalho chinesa para ir ao espectáculo.

Eram 7.30h, a M. já me tinha ligado duas vezes. Ela é uma rapariga
inteligente e sabe que eu e os relógios temos uma relação odiosa.

Mas ontem esmerei-me, à hora estava prontinha...e "vestida a
rigor".

Batiam as 20.00h e batia eu na Casa dela.

Ao contrário do costume, nem me deu grande "seca", como já
conta com os meus atrasos, aproveita e "perde-se" também.

Enfim, o jipe era um "negrume", giras, perfumadas e fieis ao
lema "de preto, nunca me comprometo".

Virei à direita, precisava de cigarros. Ou chego a horas, ou levo o que
preciso, as duas coisas é que não dá! Não tinha feito 500 metros,
vejo-me metida numa teia de carros parados e "bófias" a
escrever cartas.

Pensei que me safava, juro que pensei, em vez de abrandar, carreguei um
bocadinho mais no pedal da fuga. Qual quê,... os gajos cheiraram o
"must" da Cartier e quiseram cheirar-me ainda mais de perto.


Achei que aquele sinal que o policia me tinha feito, não era
propriamente um "adeus"
e resolvi finalmente entregar-me à
Sorte.

Parei. A 300 metros dele... mas parei.

Pelo retrovisor, fiz o prognóstico da situação, o homem estava cada
vez mais perto e eu já tinha conseguido enfiar o cinto que me havia
custado a "estola de pele" agarrada ao gorgomilo.

O certo é que o cinto já
lá cantava! Ornella Vanoni, cantava também, feliz e indiferente ao
drama. "Ti Amo" para cá , "Ti Voglio" para lá, com
a atrapalhação, nem sequer lhe tirei o "pio".

Abri o vidro e lá estava o Agente da Autoridade!

- Ora então boa noite minha senhora, escusava de pôr o cinto agora.
Não pense que vou em "lérias", já sou policia há 23 anos.
Além, disso vinha em excesso de velocidade, é a senhora que deve parar
perto do policia e não o policia que deve fazer 300 metros para vir ter
consigo.


Na minha cabeça estalavam ideias, pensei em rebater tudo, rebater
alguma coisa ou...ser mais loura do que o natural castanho claro e
burra, muito burra.

Acho que nunca fui tão doce, mais tarde percebi que nem sempre
excessiva doçura
quer dizer estupidez, às vezes demonstra uma maturidade geriatrica
.

Sabia que não vinha em excesso de velocidade (até porque, desde que
tinha arrancado, não tinha tido tempo para os meus habituais
120-140km/h), mas parecia mal dizer-lhe:

- Não Não, Senhor Guarda, eu vinha devagar, acelerei quando o vi,
para lhe fugir!


Ha verdades que têm que ser amarfanhadas pelo freio inibitório!

Fez-me o sermão de "Stº António aos peixes" porque
eu não ouvi puto de nada. Só pensava na quantidade de multas que ia
ter por estar tudo numa desordem total!

Lá se vai a Ópera, pelo menos 500 Euros, e ainda por cima fico sem o
"naco de lombo" que me espera, no sítio do costume, sempre
que há programa cultural...

Passei-lhe tudo o que tinha para as unhas, até a reserva de uns sapatos
da Kallisté. Ele que escolhesse!

O homem teria os seus cinquenta e poucos anos, desafiava a idade,
tentado ver, de noite, sem qualquer ajuda de necessitados e prementes óculos.
A carta tinha uma morada de há 20 anos, eu, muito mais "séria" 
com a franja a tapar os olhos. O livrete e registo de propriedade, a
minha primeira morada como mulher independente e o B.I. a morada actual.
O homem estava atónito. Girou o jipe e olhou o selo do
seguro...caducado!

Vou já com ele e algemada, pensei.

- A sua morada é esta Rua 5 de Outubro?

Estava decidida a fazer-lhe as vontades.

- É, é! Essa mesmo! mas moro em muitos sítios sabe!

Nem uma verdade, havia superado o meu melhor.

Respondi a tudo o que me perguntou e ele lá ia escrevendo com
dificuldade. Aproveitei para lhe sugerir que usasse óculos que tudo
seria mais fácil. A M., ao meu lado, anuía com cada barbaridade que eu
lançava no escuro do "bófia" e ia dando também sugestões.
Começamos a ser íntimos, um bizarro "menage a trois".

O "bófia" acordou de novo!

- Tem o seguro caducado.

Aqui, discordei.

 - Não, efectivamente está em ordem, apenas não coloquei o
selo no vidro
(primeira verdade da noite) - Mas tenho 8 dias para
o apresentar, não é?
(estava decidida a ser uma desvairada com
leves flash's sóbrios).

- Sim, tem 8 dias, como está com pressa e vai para a ópera não vou
passar multas agora, apresente-se amanha no "Comando X" e peça
para me falar.


Eu era cada vez mais "ôca" e ele cada vez mais paternalista. 
Sorriu, desejou-me bom espectáculo e ao girar-se disse:

- São uma simpatia, eu era lá capaz de multar duas
"flores"


Cuidou-me como uma flor, de facto,  em todos os sentidos, até na
minha faceta acéfala.

Hoje de manhã, tal como lhe havia prometido fui ao Comando.
Apresentei-lhe os documentos que provavam as poucas verdades que disse e
mantive a postura do dia anterior. Estava com dois colegas, simpático e
atencioso, fez-me prometer que ia actualizar os documentos.

 Promessas feitas, agradeci e pensei:

 Desta já me livrei!

Hoje, 19:30h. Ouço o telemóvel.


- Lembra-se de mim? Esqueci-me de lhe dizer, que se quiser um dia, tomar
um café comigo, ficarei muito feliz.


.... Afinal, por baixo de cada farda bate mesmo um coração...e sabe lá
Deus o que mais...



P.S. Os mesmo factos na versão e testemunho da M. aqui


 

Fidelidades....

No leito es fantástica,

es doce, afectuosa

e amas dizer «Es o homem da minha vida».

Eu sei que isto é verdade:

é impossível que, no decurso de um mês,

quarenta e três pessoas se enganem

contemporaneamente.


(Flavio Oreglio)


 



A Invasão dos Trogloditas


 



Estou preocupada, meus amigos. Estou muito preocupada.

  «A Cotada esta preocupada, porque será??? Terá perdido a
inspiração? Acabaram-se os textos para copiar?? Leu Blog's a mais?? Será
o Estado da Nação??»


....Não Senhor, não é nada, disso, não é nada disso!!


Eu quero lá saber do Governo, aquilo nem é Governo é desgoverno, eles
vão-se e eu ainda cá fico!

Desemprego? 

Quero lá saber do desemprego! Uma "tipa" está bem é em Casa, sem fazer
"pêveas" de nada!

Terrorismo... 

Sim, o terrorismo é que me ia preocupar...Eu descendo da Padeira de
Aljubarrota, pá! Vou à Makro comprar umas litradas de azeite e quero
ver quem se atreve a aterrorizar-me. Assim não me faltem o gaz nem os
panelões!

Crise de Valores na Escola...

Boa tentativa, tá melhor...mas também há crise na Bolsa, que é bem
pior para uma Cotada e eu lá me vou safando como posso, com o que Deus
me deu mais o que me cresceu.

O que me preocupa é o Europeu!! O EUROPEU!!!

Eu estou muito preocupada, estou muito preocupada...

Alguém já pensou no processo migratório da comunidade
masculina em direcção a estádios e televisores?? 

Uma massa de andróides cegos, surdos e mudos que, por muito que uma
mulher se rape, se pinte, se vista, se dispa, o mais que lhe pode
acontecer é ser atropelada pela corrente insane!!

Restos de massa disforme, perdidos nas ruas da cidade, fazendo gestos e
esgares de horror, colados às montras de Electrodomésticos, que aquilo
nem com Ajax lá vai!

Isto é o drama do Século para o Mulherio!!

Se já ninguém nos entendia nos dias difíceis, agora nem nos fáceis vão
perceber a nossa presença!

As "Gajas Boas", vão passar a ser as que têm em Casa a
SportTV, bacias de tremoço e "bejegas" frescas no
frigorifico!


Não vai haver sossego, num "entra e sai" de tabuleiros de
presunto, salpicão, quadradinhos de queijo, beatas no chão, cinzeiros
cheios,  árbitros rebaptizados, promessas de Amor e Ódio, chuva
de palavrões, que caem por todo o lado como  bombas sobre Bagdade
e sabe lá Deus o que mais!...

Tudo isto, nas requintadas salas das portuguesas, pagas a prestações
de sangue, suor e lagrimas! É uma desgraça...uma calamidade Nacional e
ninguém esta preocupado!!!

Podiam estar contentes as que tem amantes, mas não! Porque, na melhor
das sortes, o amante não é o  companheiro de bancada ou de
vitrine, do marido! Aqui não ha excepções!

Safam-se as lésbicas e mal, há as que tem o azar de namorar com Uma
que tem a mania que é homem!

Ok, pensam vocês raparigas, vamo-nos aos "Estranjas", ele há-os
para todos os gostos....

Ai sim?

E eles vem cá fazer o quê?? Hem?? Conhecer as portuguesas??

Não há safa possível irmãs!! não há safa possível!

Lembram-se de quando nos mandaram os "moçoilos" nas caravelas
para ir conquistar o Império desbaratado? Lembram-se do que aconteceu?

(Sim, tá bem, desde então, as mulheres passaram a mandar em Casa e a
fazer de conta que mandam eles, ...essa foi a parte boa) 

A cozinha portuguesa? Viram o que aconteceu, à cozinha portuguesa?

Mandamo-los para o mar com as "fêveras" salgadas  e
passamos a comer "miúdos"!! ("comer miúdos",
lembrou-me que isto se calhar é genético e se prolongou no tempo) Onde
é que já se viu comer tripas enfarinhadas, sangue cozido, orelhas de
porco, TUBAROS e eu sei lá que mais porcaria!!

Os processos migratórios dos machos tem consequências graves, eu gosto
mais de os ver tranquilos nas suas actividades monotarefa... Não sei,
sinto-me mais relaxada...

E se máquinas de roupa e louça  avariarem, esqueçam... vão ao
" 5 A SEC" e comer a qualquer lado que não esteja invadido
pelos bandos. Não se atrevam a misturar-se com eles ao balcão, porque
o festejo de cada Golo pode custar-vos um olho!!

Isto sim, é terrorismo psicológico!

Lá para Março/Abril de 2005, fecham mais umas maternidadezitas do
Interior, ou tudo o que por lá nascer, corre o risco de ser filho do
"maluquinho" da Vila!

É que, as famílias de província, que ainda pudessem contribuir para o
rejuvenescimento do País, pela remota eventualidade de não ter
televisão, estão a "tirar à boca o pão" para comprar uma!

Afinal quem manda é o Pai, seja lá ele quem for!!

Não vai haver blog's masculinos, gajos que metam gasolina nas bombas,
strip's para Senhoras, pais a quem despachar os filhos, filhos a quem
despachar irmãos...

RElações transformar-se-ão em RAlações!! Será o Caos!

Estou preocupada, meus amigos. Estou muito preocupada, mas fica
aqui a promessa, não eleitoral e por isso mesmo para cumprir, de que
vou pensar nas Soluções! Aguardem-me...






 

Eles e Elas... "uniti per sempre"...

«Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher, mas se uma grande mulher está atrás, é porque ainda não percebeu onde diabo deve estar.»

....e muitas outras coisas tinha para dizer, mas é tarde e temos que ir....

(Flavio Oreglio)

 

Descobri o Pipi...

Neste solarengo Domingo, cumprida a promessa de colocar, ali ao lado, os meus best blog's, antes da merecida sesta que me ia repor o sono perdido na "galderice" de ontem à noite, deparei-me com uma dúvida que se tornará metódica...
" Onde pára  "O Meu Pipi"??"
Para os mais perplexos, vou explicar isto em "miúdos":
Já não bastava ter-me tornado numa BlogAddict (há tão pouco tempo) como, para arrumar comigo de vez, me "espeto de caras" no submundo da Coisa!
Provavelmente, pelo facto de ainda usar as, já faladas, "cuecas de gola alta", não me tinha apercebido da existência do "Meu Pipi"...
Foi um choque!
Tanto mais que, o choque não se ficou pela constatação de mera "existência" mas foi muito mais além! O "Meu Pipi" surpreendeu-me pela forma e pelo conteúdo! Ao primeiro impacto, achei que o "Meu Pipi" era um valente porco mas depois de o conhecer mais a fundo (e desculpem eu ir tão fundo na análise), descobri que o "Meu Pipi" tinha fundamento em muito do que dizia!
O "Meu Pipi", não é um Pipi qualquer...denota conhecimento, cultura e é um Pipi mordaz (passo a publicidade).
Se me conseguir abstrair (não é fácil) de tanta brejeirada, vejo que é um Pipi com Cabeça!
O "Meu Pipi" está no top, se não me engano, isto quer dizer que é muito frequentado. Pela minha parte, não prometo não voltar de "temps en temps", mais não seja, para perceber se o Pipi esta em "Ramadão" ou se entrou na Andropausa...é que meus amigos, o "Meu Pipi" não "tuge nem muge" há um bom par de meses!!
E passo a citar:
«...Por outro lado vou recebendo, na caixa de correio, mensagens de paneleiragem avulsa que está magoada por eu não escrever com mais regularidade.
..» ("O Meu Pipi")

 



Aparências continuam a iludir...



Um destes dias, por razões de
trabalho, fui a Lisboa.

Tratava-se de uma reunião durante a tarde, pelo que fui e vim de avião,
no mesmo dia.

Vagueava já no aeroporto, esperando o voo de regresso, quando
subitamente tenho uma "Aparição".

Era uma Senhora toda vestida de rosa, com uns cabelos tão loiros que
pareciam feitos de "fios de sol".

Meu Deus, Meu Deus, porque me escolheste??!- pensei em fervor ansioso.

Aproximei-me e reconheci-a!! Já havia visto a sua imagem!! Seria uma
Santa?

Não meus amigos, não era... Era a Lili Caneças...

A Senhora olhou-me com ar espantado e a fazer "biquinho" com
os lábios. Pensei, imediatamente, que tinha sido reconhecida, nem sabia
o que fazer! Ela continuava a olhar-me com os olhos arregalados e imóveis.

Vou cumprimentá-la! - matutei com os meus colchetes...

Mas quando já estava preparada para dois dedos de conversa cheia de
conteúdo, com a mediática senhora, a tipa virou-me as costas! A dedução
imediata foi que, se o fez, é porque se sentiu ofendida pela minha
hesitação. Enganei-me redondamente.

A Senhora continuava a "deambular" pelo aeroporto, com o mesmo
ar "fixo" e inalterável, olhando para tudo como se tivesse
descido à Terra naquele dia. Afinal, e lembrei-me disto já no avião,
era tudo um efeito secundário da recauchutagem estética a que a
sujeitaram. Mas ela não devia andar por aí a iludir o povo. É que eu
pensei mesmo que tinha tido uma Aparição do outro mundo!!! Não se
faz!!






 



Desabafos de uma ProtoBloguista




Ainda com os olhinhos fechados e remelentos, resolvi dar uma voltinha pela Blogolândia.
Juro que não fazia ideia do que isto era!

 Senti-me como nos primeiros meses de"chat", quando dizia gentis olás a qualquer cretino que, duas frases abaixo, me estava a perguntar qual era o meu numero de soutien ou se eu era feliz com o meu marido... eu ficava tão desiludida, era assim como um desgosto de amor, sei lá...

Bons tempos...
E digo bons tempos, porque agora para felicidade minha e deles, já ninguém me
arranca duas tretas com "dá cá aquela palha".
Ultimamente, a coisa era tão caustica que questionavam a veracidade do meu "ser
mulher"... 

Enfim...aquelas coisas que vocês já sabem e que, estou segura, já viram.

Ora aqui estou, entrada nesta "aventura" há pouco mais de uma semana.
Se no "chat" já usava "fio dental" e chicote, aqui
tenho cuecas até às orelhas.

Mas tenham calma, aprendo bem e chego lá!

Dizia eu, antes de me perder em divagações de lixo sentimental, que andei a
"cuscar esta treta" toda. Saltei de blog em blog, li um pouco de cada
texto e por conseguinte de cada "alma"... e completamente ao acaso
qual "Alice das Maravilhas" na sala das portas...

Hoje, depois de ter conseguido fugir de muitas "rainhas de copas",
tenho uma visão mais clara do assunto em que me meti.

É efectivamente muito giro ter um Blog, e é tão mais giro quão mais gira for
a pessoa, salvaguardadas as devidas diferenças do conceito de "giro".

Mas meus amigos, a LusoBlogoLândia é um retrato do país... 

Quem se "pela" por um fadinho desgraçado, quem é?

Quem vive o Amor como uma tragédia grega, quem é?

Quem tem saudades de tudo, até das sardinhas do antigamente, quem é?

Quem aguenta estalos e chutos e diz sempre obrigada, quem é?

Muito bem, esse mesmo "O Zé Portuga"!

Aqui entre nós que ninguém nos ouve, quando ando lá por fora, dizem que sou
nacionalista, E SOU!
Gosto do rectângulo "à brava", dos nossos brandos costumes, da
capacidade que temos de nos adaptar a qualquer "marreta" e em qualquer parte. E digo mais, se um dia tivesse que sair de casa para defender o feudo, estava na linha da frente!
Mas valha-me Deus, lavando agora a roupa suja cá em casa, somos um bando de cinzentões!
Já não era difícil perceber porque vamos perdendo Tudo para os espanhóis, italianos, eu sei lá quem mais... eles têm cor, alegria, "salero", design, marketing, em quase tudo que fazem.
Nós, paradoxalmente, compramos isto!Se compramos, é porque nos falta ou porque gostamos, verdade?!

 Porque raio caímos na tristeza compulsiva, até quando temos uma página em
branco para sonhar?!

Vi de tudo por aqui...até quem se limite a transcrever artigos de 2.345.464.789
jornais!
Outros dão-se a evidente trabalho de pesquisa internetica ou de enciclopédia e cada dia fazem um "post" sobre um gajo qualquer que há 150 anos fez qualquer coisa... será que não é evidente que este tipo de informação é tão facilmente acessível que não tem puto de interesse?! Serei anormal?!
Devo ser... 

Não vou dizer nomes do que não gostei, mas vou seguramente nomear alguns
blog's que me "tocaram" pela positiva:

Blogotinha, ela deve ser de facto uma mulher muito gira;


As Comadres
, curta e directa passa toda a mensagem com duas palavras;

TadeChuva, piada acutilante, critica social..."mi fa morire"

PassoaPasso, pela sensibilidade e mensagem de cada fotografia;

PoetryCafé, pela coragem de dar, a poetas anónimos, uma palavra no seu espaço;

PutadeVida...ou nem tanto;
SemPenisnemInveja;...  e alguns mais que irei ler tranquila e deleitosamente antes de fazer
referências.

Em cada passeio bloguistico, quero apenas encontrar "o outro" e o seu
modo de ver o mundo, não mais uma edição dos jornais do dia.

Gosto de gente
atenta, arguta, com uma frase de humor num texto sério, mas se não encontrar
isto tudo, espero pelo menos perceber que as obras são mesmo do autor.
Como não mando nada e sou uma mulher tolerante, não vou chatear ninguém mas é garantidinho que, na primeira oportunidade, vou meter ali ao canto, só e apenas, os meus sítios de eleição.




 



Em contagem decrescente...



Gosto
de ir à Ópera, sim senhor!
Gosto e vou sempre que posso!

Desta feita é Verdi, que já me deu um Requiem
,
a 300 vozes, simplesmente magistral. Mas quem me tira Puccini...

Tivesse eu nascido nos finais do sec.XIX, garanto aqui a pés
juntos, ninguém me punha a vista na "rabona do vestido".

Metia-me com o Camilo, Ah... se metia!

Nem que fosse dar "cos costados" à Cadeia da Relação e tivesse
que me haver com a rival Plácido, sujeita à injusta luta "pesado-pluma".

Teria acesas tertúlias com Eça (aborrece-me muito que
ele exagere nos diálogos).

Pediria emprego, de "mestra", ao Senhor Reitor porque,
aquelas suas "piquenas"pupilas, são de uma inocência que dá
dó.

É que, nos dias que correm, há que proteger as meninas, dos "gabirus"
com vícios parisienses.

O meu "palacete", seria um entra e sai de gente liberalista,
de artes, letras  e muita pianada.

E à noite... Amor, Ópera e Teatro!!

Pródigo século que tanto me fascina, tanta coisa proibida que chama "a grito" a minha inata irreverência...

Enfim... cheguei atrasada 100 anos (continuo a ser assim, nunca chego a
horas a sítio nenhum), agora tenho este castigo, de ter que me
contentar com o que ficou destes tempos.

Isto eu aceito. Como aceito, bom e mau, das modernices que por aí
andam.
O que se torna difícil, é aceitar sentar-me em "banco de pau", em pleno séc. XXI, para ver
obras de qualidade monumental!!!

Passo a explicar:


Eu, mulher de classe convicta, que só me devia preocupar em encontrar bilhetes para os espectáculos que me "lavam"
a alma, dou por mim, a pensar em milhentos pormenores de "acidente",
pelo simples facto de que as condições físicas do Coliseu do Porto, são
uma merda! Sim, meus amigos,
leram bem, uma merda!!

Onde é que já se viu, ter que condicionar o que levo vestido, eu que
me visto de acordo com o evento, por não saber se nesse dia terei que
ver a "Tosca"
nas escadas, a que eles chamam Galeria Sem Marcação!?? Hem???

Se não tem marcação, que a marquem! Se há dinheiro para estádios,
tem de haver dinheiro para colocar cadeiras novas, na sala que recebe os
melhores espectáculos que chegam ao Porto!


Sou orgulhosamente "tripeira",... até ao tutano.

Sabia, tal como qualquer portuense,  que quando aqueles alucinados,
da Igreja Universal, quiseram usurpar o "nosso" Coliseu, a
cidade se oporia.
Não fui defraudada, a sempre Invicta  levantou-se
e amarrou-se às portas do "dito", em defesa dos bens da
"Naçon".

É este amor, visceral, ao chão da minha terra, que me dá o direito de
gritar a  vergonha que é a
nossa sala de espectáculos.



Mudem de vez as cadeiras!!!



Quanto cabe a cada um??



Eu pago a minha parte!!




 






 

Momento de Poesia para esta noite...

Naquela noite,

enquanto fazíamos amor,

o mundo estava em sintonia connosco

e até a luz,

a luz do quarto

se movia,

acompanhando o ritmo da nossa paixão...

Depois mal encostei o "rabo"

ao interruptor o efeito esvaneceu-se...





(Flavio Oreglio)

A Evolução das Espécies na Web...



Tenho sido fiel às etapas do método cientifico, para relevar aqui, e quem sabe, talvez um dia destes, na "Science", as minhas conclusões à cerca da "Evolução das Espécies na Web".

Estou
convicta de que, o "HomoBloggans", não é senão uma ramificação,
sujeita a processos de mutação evolutiva, do "HomoChattans".

Não
sou exclusivamente darwiniana na minha afirmação, preconizando, só e apenas,
a aplicação da lei do mais forte.

Tenho para mim que, também Lamarque estava cobertinho de razão, quando
afirmava (a meu ver muito bem) que, se o mais fraco se adaptar ao meio, consegue
crescer e multiplicar-se. O seu erro baseou-se, apenas, na convicção de que,
estas mutações adaptativas, eram geneticamente transmitidas à sua prole.

O "chat", tem características muito peculiares de processos simbióticos
(recusei sempre participar em "chat" parasitário), muito da essência
mental dos interlocutores, apesar de existir sempre um mais activo e outro mais
passivo, é influenciada, com maior ou menor intensidade, pelos processos
mentais do outro.

Se forem encontrados reconhecimento de valor, sintonia, respeito e
disponibilidade mental, o envolvimento dá-se (ainda que, por vezes, não tenha
sido este o "objectivo final"). Se nada disto acontecer, tal como na
natureza, macho e fêmea, dão meia volta!

Também no "chat" vence o mais forte.

E quem é o mais forte?

É o que colecciona amigos, amores, conquistas para uma noite, e sabe que,
quando se "liga", é bem sucedido apenas porque é, naturalmente,
fascinante. Não se maça nem se esforça grandemente.

Mas vencerá sempre o mais forte?

E aqui temos Lamarque...

Bem vistas as coisas, vence também o que domina a linguagem do meio, o que
estudou a resposta a dar, o que sabe como agradar quem esta do outro lado, num
saber feito de experiência e muito trabalho de análise. Em suma, o que se
adaptou.

Tudo isto serve para dizer que, quando "chatamos", estamos sujeitos a
adoptar, mais depressa, a ideia do outro do que a nossa própria ideia.

É, em grande parte, um processo "de fora para dentro" e todos podem
ser, melhor ou pior, um "HomoChattans".

Parece-me ser, o "HomoBloggans", uma coisa completamente diferente.

Cansado de ser um dos mais fortes, convicto do que sabe ser, ou sempre foi, esta
ramificação da espécie, decide fazer um caminho por "conta
própria".

Reverte todas as normas do jogo optando, sabiamente, pelo "de dentro para fora".

Já que é "bom", e o provou também em "chat", sobe ao palco e
fala sozinho.

O interesse não é o monologo!

De que serve um lampião de rua, se não houver gente para iluminar??

O "Homobloggans", apenas já não é viciado em "chat",
faz por lá breves passagens para reconhecer porque motivo "bloga" e
não "chata", para se manter actualizado, para reforçar a sua
convicção na decisão tomada, ou simplesmente porque nesse dia acordou pronto
para ouvir mais e falar menos.

Não quero aqui deixar a ideia de que é melhor ser isto ou aquilo.

Quando digo que se trata de um processo evolutivo, entendo dizer que esta nova
espécie percebeu qual é o seu lugar e resolveu "vencer" num
território diferente.

Por outro lado, não são opções estanques, não se é completamente isto ou
aquilo. Apenas se é, "Mais Isto" do que "Aquilo", torna-se
necessário "arrumar" gavetas.

Na Web, está a Vida a outra escala, um "planeta" pululante, onde
valem as mesmas leis da Natureza.

Onde quer que estejam, lembrem-se de que, o importante é "estar
satisfeito"com o caminho escolhindo.

FLAVIO OREGLIO

O
primeiro livro de Flavio Oreglio, "Il momento è catartico", chegou até mim em Abril de 2002.



Quando o abri, li uma pequena dedicatória....

Para a J, pela sua capacidade de ver o lado cómico em cada coisa... L".

Confesso, li-o avidamente.

Bom,...tão avidamente quanto me era possível, acho que, só agora, leio italiano com a destreza de quem "devora" Camilo.

Cheguei a irritar-me por não ter sido eu a escrever aquele livro, afinal é assim que vejo a Vida!
Gosto do lado cómico das coisas, sim!

Não há nada mais enfadonho, do que dar de caras com alguém que se leva demasiado a sério.

Rio no duche, rio quando me olho ao espelho, enquanto me pinto, rio da Vida a torto e a direito.

Afinal, se eu não me rir dela, será ela a rir de mim....Esta sim, é a minha luta preferida.

E quem é Flavio Oreglio?

Sei lá!

Fui ver... na Internet.

Se mentir, não será por palavras minhas, (até porque mentir, dava-me uma trabalheira brutal no Departamento de Arquivo Morto, esquecer-me-ia das mentiras que tinha dito no momento em elas que me fizessem mais falta, portanto, deixei de praticar) diz então, na Internet, que este fantástico senhor italiano, nasceu em 1958, é licenciado em Ciências Biológicas, ensina Matemática e Física e conjuga tudo isto com o amor pelo "Cabaret".

Devo dizer, que me bastava esta paradoxal mistura para, alegremente, me despir de toda e qualquer nuance de defensiva androgenia e lhe "catrapiscar" o olho no melhor da minha feminilidade. Mas ele não me "ataca" apenas por aqui!

.... sou capaz de jurar que, tal como eu, no auge de um momento romântico, atira com uma "desdramatizante" graçola que, das duas, uma, ou mata ou apaixona irremediávelmente o parceiro (sei do que falo, Flavio, e tu também!).

Meus amigos, apresento-vos o "Homem", não há meio termo, é pegar ou largar... poupa-vos-ei a fabulosos palavrões...

E ti, Flavio, as minhas desculpas pela tradução, prometo que vou tentar ser o mais fiel possível. Tenta entender, há puritanos à
espreita...

Publicado por cotadaembolsa em 10:25 AM | Comentários (0)