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Blog
de "papo para o ar", a 2 milhas da costa, onde
"arrastão" não entra. |
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«Anda, vem». |
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Sonhara
este momento há muito tempo. - «Já não bastava não ter podido dar umas navalhadas nos cabeças rapadas, ainda tinha que me aparecer o palerma do ruivo», pensou. Tinham combinado tudo. Ele abriria a porta quando ouvisse aqueles dois tiros para o ar. Era ela... Linda, linda... com a Walter de 9mm na mão, bronzeado homogéneo, dentes, palmas das mão e pés alvos, cabelo entrançado em mil cores. Era, sem dúvida, o "Arco-Íris" da sua Vida. Só a certeza de que era única, o mantivera à espera por tanto tempo. Puxou-a
pela mão. Não poderia mais conter o desejo
sufocado de a possuir como fez àquela bolsa na estação do Metro, não
aguentava mais o martírio desse dia. |
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1.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser? |

«Eu sempre fui Sofista!!
Eles é que não me entenderam!!
E agora, passa p'ra cá a taça dos impostos porque este dedo que aqui vedes, é p'ra meter no cu dos portugueses!!»
(Sócrates)
(... ao menos lubrifica a luva, pá...)
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Quando
chegamos a adultos, passamos a dizer que a "esperança" está
nas crianças e nos tempos que hão-de vir. |
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«Os
portugueses estão entre os europeus que menos se interessam pela política
e mais acreditam em Deus.»
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Há
uns bons 4 ou 5 anos conheci o N. |
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ADDIO Abbiamo spento
per strada le parole, amore mio, Frugo con le mani
le tasche e non ci trovo nulla. Era così ai
tempi dei segreti, Abbiamo spento le
parole. Non abbiamo più
niente da dare. Addio Eugénio
de Andrade (poeta portoghese) |
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Ontem
foi dia de Stº António. |
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus
(Eugénio de Andrade)